Ronnie Lessa e Cristiano Girão foram condenados pelo assassinato do ex-policial André Zóio, o que levantou questões sobre a delação de Lessa. As defesas de Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa vão ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedir a anulação da delação, alegando que Lessa mentiu em seu depoimento. O júri que condenou Lessa a 90 anos e Girão a 45 anos ocorreu em 22 de maio, e a juíza Tula Correa de Mello presidiu o julgamento. O advogado de Rivaldo argumenta que a delação é inválida, pois Lessa negou conhecer Girão, o que foi desmentido pela condenação. As defesas pretendem usar essa sentença para contestar a colaboração de Lessa. Lessa e Girão foram considerados culpados pela execução de Zóio e sua esposa em 2014. A Procuradoria-Geral da República já pediu a condenação de cinco réus no caso do assassinato de Marielle Franco, incluindo Brazão e Barbosa. As defesas afirmam que Girão teria motivos para ordenar a execução de Marielle, mas a Polícia Federal não seguiu essa linha de investigação. Além disso, a troca de delegado na Delegacia de Homicídios um dia após o crime é vista como uma tentativa de influenciar as investigações. Esses desdobramentos podem afetar o julgamento dos envolvidos na morte de Marielle Franco, enquanto as defesas tentam deslegitimar a delação de Lessa.
A condenação de Ronnie Lessa e Cristiano Girão pelo homicídio do ex-policial André Zóio terá repercussões no julgamento dos mandantes do assassinato de Marielle Franco. As defesas de Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa solicitarão ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação da delação de Lessa, alegando que ele mentiu em seu depoimento.
O júri que condenou Lessa a 90 anos e Girão a 45 anos de prisão, ambos em regime fechado, ocorreu na madrugada de quinta-feira, 22 de maio. A juíza Tula Correa de Mello presidiu o julgamento, que confirmou os vínculos entre Lessa e Girão. O advogado de Rivaldo, Marcelo Ferreira, argumenta que a delação premiada de Lessa é inválida, pois ele negou conhecer Girão, o que foi desmentido pelo veredicto do júri.
As defesas pretendem usar a sentença para contestar a colaboração de Lessa. Cleber Lopes, advogado de Chiquinho Brazão, afirmou que irá impugnar a delação, buscando demonstrar sua ineficácia. Lessa e Girão foram considerados culpados pela execução de André Zóio e sua esposa, Juliana Sales Oliveira, em 2014, na Gardênia Azul, Zona Oeste do Rio.
Implicações no Caso Marielle Franco
A Procuradoria-Geral da República (PGR) já apresentou alegações finais na ação penal que investiga os mandantes do assassinato de Marielle Franco. O vice-procurador-geral, Hindenburgo Chateaubriand, pediu a condenação de cinco réus, incluindo Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa. As defesas argumentam que Girão teria motivos para ordenar a execução de Marielle, mas a Polícia Federal descartou essa linha de investigação.
As defesas também pretendem explorar a urgência de Lessa em executar Marielle, sugerindo que ele agia sob ordens de Girão, que estava no Rio no dia do crime. A troca de delegado na Delegacia de Homicídios da Capital, que ocorreu um dia após o assassinato, é vista como uma manobra para influenciar as investigações.
O desdobramento desse caso pode impactar significativamente o julgamento dos réus envolvidos na morte de Marielle Franco, à medida que as defesas buscam deslegitimar a delação de Lessa e suas implicações.
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