O ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, pediu que o Banco Central explique sua falta de ação em relação ao caso Master, que envolve captações de recursos com riscos ao sistema financeiro. Ele destacou que o BC deve esclarecer por que não reagiu a alertas sobre captações de CDBs com taxas altas e a concentração em ativos arriscados. O ministro também chamou o FGC para falar sobre os riscos ao seu patrimônio, já que o fundo garante depósitos em caso de falência de bancos. A situação do Master gerou pressão dos grandes bancos por mudanças no FGC e propostas para mais transparência nas captações. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, defendeu ações para limitar a emissão de CDBs com garantia do fundo. A área técnica do TCU sugeriu uma auditoria nas ações do BC, focando nas operações com CDBs, para entender melhor os riscos envolvidos.
O ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, ordenou que o Banco Central se manifeste sobre sua suposta omissão no caso Master, que envolve captações agressivas de recursos. O despacho, acessado pela Folha, destaca a necessidade de esclarecer a inércia do BC diante de “sinais de alerta” identificados por parlamentares.
Entre os alertas, estão a captação de recursos por meio de CDBs com taxas acima da média de mercado e a concentração em ativos de alto risco. Esses fatores levantam preocupações sobre a saúde do sistema financeiro e a falta de transparência em relação aos riscos envolvidos. O ministro também convocou o FGC para se pronunciar sobre a possível exposição de seu patrimônio.
A atuação do FGC é crucial, pois o fundo garante depósitos de até R$ 250 mil em caso de falência de instituições financeiras. O uso do FGC pelo Master como atrativo para investidores aumenta os riscos para o fundo. Jhonatan de Jesus enfatizou que mais informações são necessárias para avaliar a necessidade de uma auditoria.
Embora a área técnica do TCU tenha sugerido descartar a representação dos parlamentares, pediu uma auditoria nas ações do BC, focando nas operações com CDBs. O objetivo é avaliar os riscos associados ao aumento das captações e seu impacto no FGC. Recentemente, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, defendeu as medidas adotadas para limitar a emissão de CDBs com garantia do fundo.
A situação do Master gerou pressão dos grandes bancos por mudanças no FGC e propostas para aumentar a transparência nas captações. A definição de novas regras deve ocorrer após a decisão do BC sobre o futuro do banco.
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