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Justiça desbloqueia salário de Marcelo Crivella em meio a investigação por improbidade

Justiça desbloqueia parcialmente conta de Marcelo Crivella para acesso ao salário, enquanto investigações sobre improbidade seguem em sigilo.

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A Justiça do Rio de Janeiro desbloqueou parcialmente a conta bancária de Marcelo Crivella, ex-prefeito e atual deputado federal, permitindo que ele acesse seu salário. A decisão foi tomada pelo juiz Daniel Calafate, que considerou o salário essencial para a sobrevivência de Crivella. O bloqueio de bens foi determinado na semana anterior em uma ação por improbidade administrativa relacionada a contratos com a empresa China Meheco Corporation durante a pandemia de Covid-19. O Ministério Público do Rio alega que houve irregularidades e pagamento de comissões disfarçadas, totalizando R$ 36,9 milhões, que beneficiaram a empresa chinesa. Além de Crivella, outros agentes públicos e empresas também tiveram bens bloqueados. O processo está em sigilo devido à presença de informações sensíveis. A defesa de Crivella argumenta que as aquisições foram feitas a preços justos e que a cidade recebeu equipamentos essenciais durante a pandemia.

Uma liminar da 3ª Vara da Fazenda Pública do Rio de Janeiro, datada de 23 de maio, desbloqueou parcialmente a conta bancária de Marcelo Crivella (Republicanos). A decisão permite que o deputado federal tenha acesso ao seu salário, considerado essencial para sua sobrevivência.

Na semana anterior, a Justiça havia determinado o bloqueio dos bens de Crivella, da ex-secretária municipal de Saúde Ana Beatriz Busch Araújo e do ex-subsecretário Ivo Remuszka Junior. A ação, movida pelo Ministério Público do Rio (MPRJ), investiga contratos firmados pela prefeitura com a empresa China Meheco Corporation durante a pandemia de Covid-19.

O juiz Daniel Calafate explicou que o bloqueio foi uma medida provisória para proteger os bens até que o processo avance. O valor total bloqueado chega a R$ 320 milhões, envolvendo agentes públicos e empresas suspeitas de improbidade administrativa. A investigação aponta que R$ 36,9 milhões em comissões disfarçavam repasses indevidos para favorecer a empresa chinesa.

Além de Crivella, outros envolvidos também tiveram bens bloqueados. O MPRJ alega que houve direcionamento nas licitações para beneficiar a China Meheco, resultando em danos aos cofres públicos estimados em R$ 68 milhões. A defesa de Crivella argumenta que a cidade recebeu equipamentos essenciais durante a pandemia e que as compras foram feitas antes do aumento de preços.

O processo segue em sigilo, devido à natureza sensível dos documentos envolvidos. A decisão de desbloqueio do salário de Crivella foi uma medida para garantir sua subsistência enquanto o caso é analisado pela Justiça.

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