Aline Pereira Ghammachi, uma freira brasileira de 41 anos, foi removida da liderança do Mosteiro Cistercense na Itália, o que levou 12 freiras a deixarem o local em apoio a ela. Aline afirma que as acusações contra sua gestão, que incluem maus-tratos e desvio de recursos, são falsas e não foram comprovadas. Ela contesta sua remoção junto ao Vaticano e aguarda uma resposta. Desde 2023, o mosteiro passou por várias inspeções, mas Aline não teve acesso aos relatórios ou ao direito de defesa. Ela foi a abadessa mais jovem da Itália, eleita em 2018, e acredita que sua liderança inovadora e as reformas que implementou geraram desconforto entre os superiores da ordem. Após sua saída, outras freiras relataram abusos e buscaram abrigo em associações locais. Aline, que se recusa a aceitar um afastamento para um mosteiro isolado, deseja continuar sua vida religiosa e está sendo apoiada pelas freiras que deixaram o mosteiro. Elas estão temporariamente em uma casa de campo, onde pretendem continuar a produção de um vinho espumante que se tornou um símbolo de resistência. A Ordem Cisterciense afirmou que o comissariamento do mosteiro foi necessário para resolver problemas de gestão e convivência.
Aline Pereira Ghammachi, freira brasileira de 41 anos, foi destituída da liderança do Mosteiro Cistercense dos Santos Gervásio e Protásio, na Itália, levando à saída de doze freiras em solidariedade. Ela alega que as acusações de maus-tratos e desvio de recursos são infundadas e arquivadas como calúnias. Aline aguarda resposta do Vaticano após contestar sua remoção.
A situação resultou em um comissariamento do mosteiro, com alegações de gestão inadequada. Desde 2023, foram realizadas oito inspeções no local, mas Aline afirma não ter recebido relatórios ou a oportunidade de se defender. Segundo ela, a decisão de afastá-la é uma reação ao seu estilo de liderança inovador e à resistência de alguns membros da hierarquia da Igreja.
Aline, que se formou em administração de empresas, chegou ao mosteiro em 2005 e foi eleita abadessa em 2018, tornando-se a mais jovem a ocupar o cargo na Itália. Ela implementou reformas financeiras e sociais, como a criação de uma horta comunitária e o acolhimento de mulheres vítimas de violência. Em 2022, lançou um prosecco, que se tornou símbolo de resistência.
Após seu afastamento em abril de 2024, Aline e as freiras que a apoiaram buscaram abrigo em uma casa de campo. Elas pretendem continuar a produção do prosecco. A Ordem Cisterciense afirmou que o comissariamento foi necessário para auxiliar a comunidade, mas Aline e as freiras que deixaram o mosteiro não aceitaram as novas diretrizes impostas.
Aline se recusa a aceitar um convite para se retirar para um mosteiro isolado e continua a lutar por sua posição, afirmando que sua luta é também por outras religiosas que possam estar enfrentando situações semelhantes.
Entre na conversa da comunidade