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“Jaime Palomera analisa a desigualdade habitacional e o impacto do rentismo”

A transformação da habitação em ativo financeiro gera desigualdade na Espanha, alerta Jaime Palomera em seu novo livro.

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Jaime Palomera, um especialista em desigualdade e cofundador do Sindicat de Llogateres, lançou o livro “El secuestro de la vivienda”, que discute como a habitação se tornou um ativo financeiro, gerando desigualdade. Ele começou a se interessar pelo tema quando percebeu, ao viver em um bairro pobre de Barcelona, que as casas estavam sendo usadas para lucrar, levando famílias a alugar quartos a preços altos para pagar hipotecas. Palomera se envolveu em ativismo após receber uma notificação de aumento de aluguel de 30%, o que o fez perceber que a crise habitacional afetava até a classe média. Ele acredita que o mercado imobiliário atual é predatório e que a habitação deve ter uma função social, servindo como lar. Ele critica a ideia de que a habitação é um bem comum, ressaltando que o acesso à moradia está se tornando cada vez mais difícil, especialmente para aqueles que não herdam propriedades. Palomera vê um aumento no descontentamento social e alerta que a situação pode piorar, levando a uma sociedade onde a maioria vive de aluguel, consumindo uma parte significativa de seus salários. Ele sugere que é necessário mudar a forma como a habitação é tratada, enfatizando a importância de impostos que desencorajem a especulação imobiliária e promovam o direito a uma moradia digna.

Jaime Palomera, cofundador do Sindicat de Llogateres, lançou o livro “El secuestro de la vivienda”, que discute a transformação da habitação em um ativo financeiro na Espanha. A obra propõe a necessidade de uma função social para a moradia, em meio ao aumento da desigualdade habitacional.

Palomera, que tem 42 anos e é doutor em Antropologia Econômica, relata que sua preocupação com a desigualdade começou quando se mudou para um bairro operário em Barcelona. Ele observou que a moradia se tornava um meio de gerar desigualdade, com famílias alugando quartos a preços altos para pagar hipotecas. Essa situação se agravou após a crise de 2008, quando muitos perderam suas casas.

O autor destaca que o sindicato surgiu como resposta à precariedade habitacional. Em 2017, Palomera recebeu uma notificação de aumento de 30% no aluguel, o que o motivou a se organizar com outros inquilinos. Ele afirma que a lógica do mercado imobiliário atual favorece uma minoria, enquanto a maioria enfrenta dificuldades.

A Função Social da Moradia

Palomera critica a visão de que a habitação é um bem de mercado comum. Ele argumenta que o solo urbano é escasso e essencial, o que gera uma relação desigual entre proprietários e inquilinos. Para ele, a moradia deve cumprir uma função social, conforme previsto na Constituição espanhola.

O autor também menciona o conceito de neofeudalismo, onde a qualidade de vida das pessoas depende da herança. Ele alerta que, se a situação continuar, a sociedade poderá enfrentar uma involução, com um aumento da desigualdade.

Palomera sugere que a solução passa por impostos que desincentivem a compra de imóveis como investimento, além de promover a redistribuição da moradia. Ele defende que a habitação deve ser um lar, não um ativo financeiro, e que as pessoas resistirão a abandonar as cidades, onde estão suas vidas e relações.

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