A Justiça de São Paulo decidiu que o plano de saúde Bradesco deve pagar o congelamento de óvulos de uma paciente com câncer de mama. A paciente queria preservar sua fertilidade antes de começar a quimioterapia, que pode afetar a capacidade de ter filhos. O juiz destacou que negar esse direito mostra uma falta de atenção às questões de gênero, já que as mulheres enfrentam desigualdades e desafios específicos. Além de custear o procedimento, o Bradesco também terá que reembolsar a paciente pelos gastos que ela teve em uma clínica particular para realizar a extração e o congelamento dos óvulos.
A Justiça de São Paulo decidiu que o plano de saúde Bradesco deve custear o congelamento de óvulos de uma paciente diagnosticada com câncer de mama. A determinação foi proferida pela 42ª Vara Cível da Capital e cabe recurso. O Bradesco não se manifestou até o fechamento desta reportagem.
A paciente buscou o congelamento de óvulos antes de iniciar a quimioterapia, que pode comprometer sua fertilidade. O juiz André Augusto Salvador Bezerra destacou que negar o direito à criopreservação de óvulos demonstra a falta de atenção do plano à questão de gênero, ressaltando desigualdades que afetam as mulheres no Brasil.
A quimioterapia pode causar alterações nos tecidos responsáveis pela produção de gametas, resultando em possíveis dificuldades para engravidar. Muitas mulheres são aconselhadas a esperar pelo menos dois anos após o tratamento para tentar uma gravidez. Além disso, a Justiça determinou que a paciente seja ressarcida pelos gastos com a extração e congelamento dos óvulos em uma clínica particular.
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