Pedro Jobim, economista-chefe da Legacy Capital, comentou que a discussão sobre as eleições de 2026 começou antes do esperado devido à polarização política e à popularidade do governo Lula. Ele participou do painel “Eleições 2026: desafios e oportunidades” e destacou que, embora o tema esteja em pauta, ainda falta tempo até as eleições, que costumam influenciar o mercado cerca de nove meses antes. Jobim mencionou que o índice de miséria no Brasil está baixo, mas isso não parece afetar a popularidade do governo como esperado. Murilo Hidalgo, presidente da Paraná Pesquisas, acrescentou que atualmente 60% dos eleitores se preocupam com a economia, enquanto 40% se importam com outros assuntos. Ele observou que essa dinâmica mudou desde a última eleição nos Estados Unidos. Hidalgo também comentou que o governo deve focar em programas sociais, como o Vale Gás, que têm impacto imediato. Ele ressaltou que muitos eleitores da classe baixa, que apoiaram Lula, sentem que sua situação não melhorou. Para a eleição de 2026, Hidalgo apontou Tarcísio de Freitas e Michele Bolsonaro como os candidatos mais viáveis, prevendo uma disputa equilibrada.
A polarização política no Brasil e a popularidade do governo Lula estão em pauta no mercado, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando. Durante o painel “Eleições 2026: desafios e oportunidades”, realizado na XP em São Paulo, o economista-chefe da Legacy Capital, Pedro Jobim, destacou que a discussão sobre as eleições começou antes do esperado. Ele observou que a economia influencia 60% do eleitorado, enquanto outros fatores, como pautas sociais, representam os 40% restantes.
Jobim mencionou que o índice de miséria no Brasil, que combina inflação e taxa de desemprego, está baixo, o que deveria refletir positivamente na popularidade do governo. No entanto, ele notou que essa relação parece ter mudado, similar ao que ocorreu nos Estados Unidos. “O impacto do índice de miséria deveria influenciar diretamente a popularidade do governo”, afirmou Jobim.
Murilo Hidalgo, presidente da Paraná Pesquisas, complementou que a economia é um fator crucial para os eleitores. Ele acredita que o governo Lula deve focar em programas sociais, como o Vale Gás e o vale energia, que têm efeitos imediatos. Hidalgo também apontou que o atual desafio do governo é a percepção de que a classe mais baixa, que o elegeu, se sente estagnada. “Acabou o sonho para o eleitor”, disse.
Os candidatos mais viáveis para a eleição de 2026, segundo Hidalgo, são o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro. Ele acredita que é improvável que Jair Bolsonaro não apoie um deles. As pesquisas atuais indicam essa tendência, e Hidalgo também mencionou a possibilidade de um dos filhos de Bolsonaro concorrer, embora não veja apoio para outros governadores. A expectativa é de uma eleição bastante equilibrada.
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