A Secretaria de Meio Ambiente do México (Semarnat) anunciou uma nova atualização da Estratégia Nacional de Mudança Climática, com o objetivo de reduzir 140 milhões de toneladas de CO₂ até 2030. Essa estratégia envolve investimentos em energias renováveis, reforestação e economia circular. Atualmente, o México emite cerca de 758 milhões de toneladas de CO₂ por ano, e a meta é reduzir esse número para 618 milhões até o fim do governo, o que representa uma diminuição de 35%. A Semarnat destacou que os principais responsáveis pelas emissões são o transporte, o consumo de energia e a agricultura. A secretária Alicia Bárcena enfatizou a importância de adotar tecnologias mais limpas e de parar a deforestação, além de restaurar áreas de mangue e florestas. Ela também mencionou a necessidade de transformar resíduos em energia, citando a experiência de outros países. A atualização da estratégia deve ajudar o México a definir metas para 2035 e se preparar para a Conferência da ONU sobre Mudança Climática em 2025.
A Secretaria de Meio Ambiente do México (Semarnat) anunciou a atualização da Estratégia Nacional de Mudança Climática, com a meta de reduzir 140 milhões de toneladas de CO₂ até 2030. O foco está em energias renováveis, reforestação e economia circular. A apresentação ocorreu em um evento com a presença de especialistas e representantes de diversas secretarias.
A titular da Semarnat, Alicia Bárcena, destacou que o país emite cerca de 758 milhões de toneladas de CO₂ anualmente e que a redução esperada é de 35% até o final do atual governo. Ela enfatizou a importância de investimentos públicos e privados para transformar setores como energia, agricultura e transporte, que são os principais responsáveis pelas emissões.
Focos de Contaminação
Durante o evento, José Luis Samaniego, responsável por mudanças climáticas na Semarnat, identificou os três principais focos de poluição no México: o transporte (25% das emissões), o consumo de energia (19%) e a agricultura e pecuária (18%). Bárcena mencionou a necessidade de descarbonizar o sistema elétrico e promover a sustentabilidade no setor de petróleo e gás.
A secretária também abordou a urgência de combater a desmatamento e promover a reflorestação. O governo trabalha em um acordo nacional para restaurar 100 mil hectares de florestas e 80 mil hectares de manguezais. Ela ressaltou que o país possui 11 mil quilômetros de costa e que é essencial restaurar pelo menos 50% dos manguezais.
Iniciativas Sustentáveis
Bárcena propôs a adoção de práticas agrícolas sustentáveis, como a produção agrosilvopastoril, que combina árvores, forragens e gado. Essa abordagem visa aumentar a eficiência e a sustentabilidade, além de tratar resíduos que podem gerar biogás. A secretária também mencionou a transformação de resíduos sólidos urbanos em energia, citando a experiência de países nórdicos.
A atualização da estratégia climática é um passo importante para que o México defina suas metas para 2035, alinhando-se às contribuições determinadas no Acordo de Paris. Bárcena destacou que a estratégia deve ser um documento vivo, adaptando-se às mudanças ambientais. Ela fez um apelo para que as ações contra o aquecimento global sejam uma prioridade global, criticando a decisão do governo anterior dos Estados Unidos de abandonar o Acordo de Paris.
Entre na conversa da comunidade