O senador Renan Calheiros criticou o aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) anunciado pelo governo, que afeta o uso de cartões de crédito e a compra de moeda em espécie. Ele chamou a medida de “muito ruim” e disse que o Congresso vai discutir a possibilidade de cancelar o decreto. O aumento, que foi proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, eleva a alíquota do IOF para operações de cartão no exterior de 3,38% para 3,50% e para a compra de moeda em espécie de 1,10% para 3,50%. Renan, que é presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, afirmou que o governo deve encontrar formas de ajustar as contas sem aumentar impostos, sugerindo cortes em áreas que não prejudiquem o crescimento e a venda de ativos imobiliários. Ele também planeja se reunir com Haddad para discutir o aumento do IOF e a reunião de líderes da Câmara para debater a sustação do decreto está marcada para amanhã.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) criticou, nesta quarta-feira, a decisão do governo de aumentar o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), que impacta operações de cartão de crédito e aquisição de moeda em espécie. Ele classificou a medida como “muito ruim” e afirmou que a sustação do decreto será debatida no Congresso. Renan destacou que existem diversos projetos nas duas casas legislativas visando cancelar o aumento do IOF.
O aumento, que foi articulado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, eleva a alíquota do IOF para operações de cartão de crédito, débito e pré-pago no exterior de 3,38% para 3,50%. Além disso, a taxa para a aquisição de moeda em espécie passou de 1,10% para 3,50%. A proposta inicial também incluía uma cobrança de 3,5% sobre remessas de recursos para investimentos internacionais, mas essa parte foi retirada após forte reação do mercado.
Críticas e Alternativas
Renan Calheiros, que preside a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, afirmou que o aumento de tributos já atingiu um limite. Ele sugeriu que o governo busque alternativas para o ajuste fiscal sem elevar impostos, como cortes em áreas que não afetem o crescimento econômico ou a questão social. O senador propôs a revisão de contratos e a venda de ativos imobiliários, que totalizam R$ 1,73 trilhões, como formas de melhorar a situação fiscal.
O senador também planeja se reunir com Haddad para discutir a melhor data para que o ministro preste esclarecimentos aos senadores sobre o aumento do IOF. A discussão sobre a sustação do decreto ocorrerá na reunião de líderes da Câmara marcada para amanhã.
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