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Lula enfrenta resistência no Congresso para aprovar propostas antes de 2026

Governo Lula enfrenta resistência no Congresso em propostas como isenção do Imposto de Renda e PEC da Segurança Pública, complicando sua agenda.

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O governo Lula enfrenta dificuldades para aprovar propostas importantes no Congresso, como a isenção do Imposto de Renda e a PEC da Segurança Pública. Recentemente, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara discutiu a PEC, mas encontrou forte resistência da oposição, que criticou a proposta. Além disso, o governo está sendo questionado sobre a isenção da conta de luz e o aumento do IOF, o que pode afetar sua popularidade. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 é uma promessa de campanha, mas enfrenta entraves, como a necessidade de compensação para estados e municípios. O aumento do IOF, que visa aumentar a arrecadação, também é alvo de críticas e pode ser derrubado pelo Congresso. O governo lançou uma nova medida para reduzir filas no SUS, mas essa também precisa passar pelo Legislativo. Outras propostas, como a regulamentação de motoristas de aplicativos e a regulação das redes sociais, enfrentam resistência e ainda não foram votadas. A relação de Lula com o Congresso é complicada, pois muitos partidos que o apoiam também flertam com a oposição.

O governo Lula (PT) enfrenta dificuldades na aprovação de propostas legislativas, como a isenção do Imposto de Renda e a PEC da Segurança Pública, em um cenário de instabilidade no Congresso. Recentemente, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara discutiu a PEC da Segurança Pública, que busca aumentar o protagonismo do governo em um tema dominado pela direita. A proposta gerou forte resistência da oposição, com críticas contundentes do governador Ronaldo Caiado (União Brasil-GO).

A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil é outra preocupação do governo. O projeto, que é uma promessa de campanha de 2022, está em fase inicial de tramitação sob a relatoria do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Lira destacou que a proposta pode não ter apoio suficiente no plenário, especialmente se houver receios sobre a perda de receitas para estados e municípios.

Além disso, o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para melhorar as contas federais também gerou descontentamento no Legislativo. Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), expressaram insatisfação com a medida, que pode ser derrubada por decreto legislativo. A perda de arrecadação prevista é de R$ 19,1 bilhões em 2025.

Críticas e Novas Propostas

A medida provisória que visa isentar 16 milhões de consumidores de baixa renda da conta de luz também enfrenta críticas. Os líderes do Congresso esperavam ser consultados antes da assinatura da medida. Em resposta, Lula lançou o programa “Agora Tem Especialistas”, que busca reduzir filas no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de parcerias com a iniciativa privada.

Outra proposta em discussão é a regulamentação dos trabalhadores de aplicativos, que ainda não foi votada. O projeto enfrenta resistência, e a Câmara deve elaborar um novo texto. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, minimizou as dificuldades, afirmando que os projetos avançarão devido ao interesse do Congresso em apresentar ações à sociedade.

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