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Senadoras e deputadas denunciam machismo persistente no Congresso Nacional

Senadores atacam Marina Silva em audiência, revelando a persistência do machismo no Parlamento e gerando protestos e apoio à ministra.

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Durante uma audiência no Senado, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, enfrentou ofensas e interrupções de senadores, levando-a a deixar a sessão. O senador Marcos Rogério cortou seu microfone e disse que ela deveria “se pôr no seu lugar”. O senador Plínio Valério afirmou que “a mulher merece respeito, mas a ministra não”. Marina exigiu um pedido de desculpas, mas ao não receber, decidiu se retirar. Esse episódio destaca a presença do machismo no ambiente político, onde mulheres frequentemente enfrentam deslegitimação e agressões. A situação gerou reações de apoio a Marina, com um manifesto assinado por diversas personalidades, que condenaram os ataques e a cultura de violência política de gênero. O Instituto Vladimir Herzog protocolou uma representação no Conselho de Ética do Senado, pedindo a apuração das condutas dos senadores. Essa não é uma ocorrência isolada, mas parte de um padrão de violência contra mulheres na política, que inclui interrupções e desrespeito durante debates.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, abandonou uma audiência no Senado na última terça-feira, 27, após ser alvo de ofensas e interrupções por senadores. Durante a sessão da Comissão de Infraestrutura, o senador Marcos Rogério (PL-RO) cortou seu microfone e disse que ela deveria “se pôr no seu lugar”. O senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou que “a mulher merece respeito, mas a ministra não”.

Marina Silva, que estava na audiência para discutir a criação de áreas de conservação, exigiu um pedido de desculpas, mas não foi atendida. Ao deixar a sessão, declarou que se sentiu agredida e que não aceitaria ser tratada como uma mulher submissa. Esse episódio é um reflexo do machismo persistente no ambiente parlamentar, onde apenas 18% das cadeiras da Câmara dos Deputados são ocupadas por mulheres.

Senadoras e deputadas têm relatado experiências de deslegitimação e agressões em suas atuações. A deputada Delegada Katarina (PSD-SE) mencionou que o machismo se manifesta de forma sutil, mas impactante. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) recordou ter enfrentado agressões físicas e ameaças no Congresso. A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) também relatou episódios de machismo, incluindo pedidos para ceder seu lugar a homens em eventos parlamentares.

Após o ataque à ministra, um manifesto de apoio foi lançado por aliadas, incluindo a vereadora Marina Bragante e a deputada estadual Marina Helou, ambas da Rede. O manifesto destaca que a sociedade não se calará diante de ataques misóginos e racistas. O Instituto Vladimir Herzog protocolou uma representação no Conselho de Ética do Senado, solicitando a apuração da conduta dos senadores envolvidos.

A situação evidencia a necessidade urgente de promover igualdade de gênero no ambiente político, onde a violência política de gênero continua a silenciar vozes femininas.

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