O tenente-coronel Mauro Cid foi alvo de uma nova busca e apreensão em 15 de março de 2024, após já ter sido preso em maio de 2023 por fraudes em cartões de vacina. Ele foi solto em setembro do mesmo ano após um acordo de delação, mas voltou a ser detido por descumprir regras do Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria-Geral da República pediu sua prisão novamente, suspeitando que ele tentasse fugir após a viagem de familiares para os Estados Unidos. Durante um depoimento, Cid criticou autoridades e, após ser advertido pelo ministro Alexandre de Moraes, revelou detalhes sobre um plano de assassinato que envolvia o ex-ministro Walter Braga Netto, que foi preso. Além disso, mensagens atribuídas a Cid levantaram dúvidas sobre seu acordo, mas sua defesa nega que ele tenha se comunicado por meio delas e pediu uma investigação sobre a autenticidade.
O tenente-coronel Mauro Cid, envolvido em fraudes de cartões de vacina, foi novamente alvo de busca e apreensão nesta sexta-feira, 15 de março de 2024. Cid, que já havia sido preso em maio de 2023 e liberado em setembro após delação premiada, enfrenta novas complicações legais. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu sua prisão preventiva após a viagem de familiares para os Estados Unidos, o que levantou suspeitas sobre uma possível tentativa de fuga.
Cid foi preso pela primeira vez em maio de 2023, durante investigações sobre fraudes em cartões de vacina. Após firmar um acordo de delação, foi solto em setembro, mas voltou a ser detido em março de 2024 por descumprir obrigações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em um depoimento, ele criticou o ministro Alexandre de Moraes e a PF, resultando em sua prisão ao final da audiência.
Novas Revelações
Recentemente, a PF descobriu que Cid não havia relatado um plano para assassinar autoridades, o que levou a PGR a solicitar sua prisão novamente. O procurador-geral Paulo Gonet destacou a gravidade da omissão. Durante um novo depoimento, Cid foi advertido por Moraes, que enfatizou que era sua “última chance” para colaborar. Após essa advertência, Cid forneceu mais detalhes sobre o plano, incluindo a participação do ex-ministro Walter Braga Netto, que foi preso em seguida.
Além disso, mensagens atribuídas a Cid foram divulgadas, levantando dúvidas sobre a veracidade de seu acordo. Sua defesa nega que ele tenha utilizado um perfil no Instagram para se comunicar sobre o caso. O advogado Celso Vilardi, que representa o ex-presidente Jair Bolsonaro, questionou Cid sobre essas mensagens, e ele negou qualquer envolvimento. A defesa também solicitou uma investigação sobre a autenticidade das mensagens.
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