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Gleisi alerta que derrubar MP e decreto do IOF pode prejudicar o Congresso

Gleisi Hoffmann reforça diálogo com o Congresso para evitar derrubada do decreto que pode impactar emendas e contas públicas.

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A ministra Gleisi Hoffmann anunciou que o governo vai conversar mais com o Congresso para evitar que um decreto do Ministério da Fazenda, que sugere alternativas ao aumento do IOF, seja derrubado. Esse decreto gerou resistência entre os parlamentares, que querem barrar suas medidas. Gleisi alertou que, se o decreto for rejeitado, isso pode levar a cortes em emendas parlamentares e bloqueios no orçamento. Ela reafirmou o apoio às ações do governo e disse que o decreto foi criado em diálogo com os líderes do Congresso. Gleisi também confirmou que novas reuniões estão agendadas para discutir cortes de despesas, garantindo que o governo não mudará os gastos mínimos com saúde e educação e que não vai desvincular benefícios previdenciários do salário mínimo. Ela pediu que os partidos apresentem sugestões se não concordarem com o plano fiscal do governo.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, anunciou nesta segunda-feira (16) que o governo federal intensificará o diálogo com o Congresso Nacional para evitar a derrubada do decreto do Ministério da Fazenda, que propõe alternativas ao aumento do IOF. A medida, publicada na semana passada, gerou forte resistência entre os parlamentares, que se mobilizam para sustar seus efeitos.

Gleisi alertou que, se o decreto for derrubado, haverá consequências diretas, como o contingenciamento de emendas parlamentares e o bloqueio de contas públicas. “Se acontecer isso, nós vamos aumentar o contingenciamento e o bloqueio do Orçamento”, afirmou a ministra, ressaltando que isso também afetaria as emendas do Congresso. Ela enfatizou a responsabilidade do Legislativo em relação ao arcabouço fiscal aprovado.

Apesar de críticas anteriores ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Gleisi expressou apoio às medidas do governo, afirmando que o decreto foi elaborado em diálogo com as lideranças do Congresso. O objetivo é preservar o espaço fiscal sem comprometer o orçamento do Executivo e do Legislativo. “Foi feito conversando com os líderes, adequando-se ao que eles falaram”, disse.

Reuniões com o Congresso

A ministra confirmou que novas reuniões com lideranças do Congresso estão programadas para discutir o corte de despesas. Gleisi destacou que o governo não pretende alterar os pisos constitucionais da saúde e educação, nem desvincular benefícios previdenciários do salário mínimo. Em resposta a críticas sobre o foco do governo em aumentar a arrecadação, ela sugeriu que os partidos apresentem alternativas se discordarem do plano fiscal.

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