O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, voltou ao Brasil após interromper sua viagem a Israel, onde estava com uma comitiva para discutir segurança pública e tecnologia. Ele criticou o Itamaraty por não ter contatado o grupo durante a crise e afirmou que recebeu apoio de outros políticos, mas não do Ministério das Relações Exteriores. Damião se mostrou incomodado com uma nota do Itamaraty que dizia que a viagem não seguia as recomendações consulares. A missão, que tinha 41 pessoas, foi afetada pelo aumento da tensão na região, e Damião disse que, se soubessem da guerra, não teriam ido. Ele conseguiu deixar Israel em um voo fretado para a Arábia Saudita após o cancelamento da agenda. A comitiva, que incluía representantes de várias cidades, precisou mudar seus planos para garantir uma saída segura, e a postura do Itamaraty gerou críticas no Congresso.
O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, retornou ao Brasil nesta quarta-feira (18) após a interrupção de sua missão oficial a Israel, em meio à intensificação do conflito na região. Damião criticou o Itamaraty por não ter contatado a delegação durante a crise, destacando que recebeu apoio de outros políticos, mas não do Ministério das Relações Exteriores.
“Não recebi uma ligação deles. Façam seu trabalho”, afirmou o prefeito ao desembarcar, evidenciando o desconforto gerado por uma nota oficial do Itamaraty que alegou que a viagem da comitiva brasileira ocorreu “em desacordo com as recomendações consulares”. Essa declaração irritou os membros da delegação, que se sentiram responsabilizados pela permanência em Israel durante a escalada do conflito.
A missão, que incluía 41 pessoas, tinha como objetivo discutir segurança pública, tecnologia e gestão urbana. Damião defendeu a viagem como institucional, ressaltando que, se soubessem da guerra iminente, não teriam ido. O grupo buscou rotas alternativas para deixar Israel após o ataque do Irã, que elevou a tensão na região.
Logística de Evacuação
Damião conseguiu embarcar em um voo fretado para a Arábia Saudita na madrugada de terça-feira (17), após a agenda ser cancelada. O deputado federal Mersinho Lucena (PP-PB), filho do prefeito de João Pessoa, também estava no grupo. As cidades representadas incluíam Nova Friburgo (RJ), Goiânia (GO) e Divinópolis (MG).
Com a eclosão do conflito, a comitiva precisou reorganizar sua logística para garantir uma saída segura. O posicionamento do Itamaraty gerou críticas no Congresso, com parlamentares do grupo Brasil-Israel alertando que a postura poderia colocar as autoridades em risco.
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