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Reforma do Código Civil permite ‘pensão da sogra’ após divórcio em novas regras

Proposta de reforma do Código Civil pode redefinir dependência econômica e ampliar acesso à pensão após divórcios. Debate gera controvérsias.

Lei atual prevê que apenas os filhos tenham direito à pensão; contudo, mudança quer que mais familiares entrem na conta (Foto: iStock)
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Uma nova proposta de reforma do Código Civil brasileiro sugere que familiares do ex-cônjuge, como sogros e cunhados, possam pedir pensão após o divórcio, algo que atualmente é permitido apenas para os filhos. A ideia é que o vínculo familiar continue mesmo após a separação, permitindo que esses parentes solicitem ajuda financeira. No entanto, a falta de definições claras sobre quem são esses dependentes gera polêmica. Especialistas alertam que isso pode causar confusões sobre o que significa depender financeiramente de alguém. Além disso, a proposta também discute a responsabilidade por animais de estimação e a destinação de bens digitais após a morte. O relator do projeto, Flávio Tartuce, afirma que a reforma é necessária, mas reconhece que alguns conceitos podem ser interpretados de maneiras diferentes. O projeto já foi enviado ao Senado e uma comissão especial deve ser criada para analisá-lo, mas ainda não há um prazo definido para isso. O debate sobre a proposta está intenso, com opiniões divergentes sobre suas consequências e a necessidade de definições mais claras.

A proposta de reforma do Código Civil brasileiro visa ampliar o direito à pensão após o divórcio, permitindo que familiares do ex-cônjuge, como sogros e cunhados, possam solicitar esse benefício. Atualmente, a legislação limita a pensão apenas aos filhos, sem considerar o conceito de “parentesco por afinidade”.

O projeto, que altera 54% dos artigos do Código Civil, estabelece que ex-cônjuges e ex-conviventes devem compartilhar as despesas relacionadas à manutenção dos filhos e dependentes. A proposta introduz a ideia de que o vínculo familiar não se extingue com a separação, permitindo que parentes do ex-cônjuge solicitem assistência financeira com base na solidariedade familiar.

Contudo, a falta de definições claras sobre quem são esses dependentes gera controvérsias. A presidente da Comissão de Advocacia de Família e Sucessões da OAB-SP, Silvia Felipe Marzagão, destaca que a ausência de uma definição técnica sobre “dependente” pode ser um entrave para a aplicação da lei. Especialistas alertam que a proposta pode levar a discussões sobre o que caracteriza a dependência econômica.

Desdobramentos da Proposta

A proposta também aborda questões como a responsabilidade por animais de estimação em separações e o destino de bens digitais após a morte. O relator da proposta, Flávio Tartuce, afirma que a reforma é necessária para atualizar o Código Civil, mas reconhece que alguns conceitos são subjetivos e podem gerar interpretações diversas.

A tramitação do projeto já foi protocolada no Senado e deve iniciar com a criação de uma comissão especial. No entanto, não há prazo definido para a instalação dessa comissão. O debate em torno da proposta tem sido intenso, com opiniões polarizadas sobre suas implicações e a necessidade de uma definição mais clara sobre os novos conceitos introduzidos.

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