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Moraes decide retirar tornozeleira, mas condena ré do 8 de Janeiro a 17 anos

Ministro Alexandre de Moraes retira tornozeleira de Rieny Munhoz Marcula, que enfrenta pena de até 17 anos por atos golpistas.

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. (Foto: Ton Molina/STF)
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O ministro Alexandre de Moraes decidiu retirar a tornozeleira eletrônica de Rieny Munhoz Marcula, que é ré por sua participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e está em liberdade provisória. A decisão foi tomada porque Rieny está com uma gestação de alto risco. A situação dela é complicada, pois o STF está julgando um caso que pode resultar em uma pena de até 17 anos de prisão. Moraes, que já votou, sugeriu uma pena de 15 anos e 6 meses de reclusão e 1 ano e 6 meses de detenção, afirmando que as provas mostram o envolvimento dela em uma associação criminosa. Os advogados de defesa pediram a nulidade do processo, alegando que não houve ampla defesa e que a denúncia não individualizou as ações de Rieny. O julgamento ainda não terminou, pois os votos de outros ministros estão pendentes.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, decidiu nesta segunda-feira, 23, pela retirada da tornozeleira eletrônica de Rieny Munhoz Marcula, ré por sua participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão foi tomada em razão da gestação de alto risco da ré, que está em liberdade provisória desde 2023.

A situação jurídica de Rieny continua complicada, pois a Primeira Turma do STF iniciou na última sexta-feira, 20, o julgamento da ação penal que pode resultar em uma pena de até 17 anos de prisão. Moraes, que foi o único a votar até o momento, sugeriu uma pena de 15 anos e 6 meses de reclusão e 1 ano e 6 meses de detenção.

O relator argumentou que as provas apresentadas no processo demonstram o envolvimento de Rieny na associação criminosa. Moraes destacou que ficou evidente que ela se aliou à organização com estabilidade e permanência, visando a prática de crimes que culminaram nos eventos de 8 de janeiro.

Os advogados de defesa solicitaram a nulidade do processo, alegando violação ao princípio da ampla defesa e do contraditório. Eles também argumentaram que a denúncia da Procuradoria-Geral da República não individualizou as condutas de Rieny e levantaram suspeições sobre os ministros do STF. O julgamento prossegue com os votos dos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux ainda pendentes.

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