Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta sua pior avaliação como presidente do Brasil em seu terceiro mandato, com mais de 60% das pessoas acreditando que ele não deve se candidatar à reeleição em 2026. Pesquisas mostram que apenas 28% consideram seu governo bom, enquanto 40% o veem como ruim ou péssimo. A desaprovação pessoal de Lula chega a 50%. O escândalo do INSS, que envolveu fraudes bilionárias, e a desconexão com sua base eleitoral, especialmente entre católicos e eleitores com ensino fundamental, têm contribuído para essa queda de popularidade. Além disso, muitos eleitores estão indecisos sobre em quem votar nas próximas eleições. Apesar de alguns sinais de melhora na economia, a inflação e a violência continuam sendo preocupações para os brasileiros. Lula precisa se reconectar com os eleitores e abordar suas demandas para tentar recuperar a confiança do público.
Levantamentos realizados em junho por três institutos de pesquisa revelam que o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva é o mais mal avaliado entre suas gestões. Mais de 60% dos entrevistados acreditam que ele não deve concorrer à reeleição em 2026. Apesar disso, Lula já manifestou interesse em um quarto mandato.
Os dados do Datafolha mostram que apenas 28% consideram seu governo ótimo ou bom, enquanto 40% o avaliam como ruim ou péssimo. A desaprovação pessoal do presidente está em 50%. A pesquisa Ipsos-Ipec apresenta números semelhantes, com 43% dos entrevistados considerando seu governo ruim. A Quaest indica que 57% desaprovam Lula, refletindo uma queda significativa em sua popularidade.
Escândalos e Desconexão
O escândalo do INSS e a desconexão com sua base eleitoral são fatores que impactam negativamente sua imagem. Uma operação da Polícia Federal revelou um esquema de fraudes que resultou em desvios bilionários, afetando a confiança do público. 31% dos entrevistados responsabilizam o governo Lula pelo escândalo, enquanto apenas 14% mencionam o INSS.
Além disso, a pesquisa da Quaest mostra que Lula é mais desaprovado entre católicos e eleitores com ensino fundamental. Essa queda de popularidade está se traduzindo em intenção de voto para candidatos da oposição, que agora empatam com o presidente nas intenções de voto.
Desafios e Perspectivas
O cientista político Felipe Nunes destaca que a insatisfação popular se deve à percepção de que o governo não cumpriu promessas feitas nas eleições de 2022. A desconexão com a base de eleitores de baixa renda é um desafio a ser enfrentado. Nunes sugere que Lula deve investir em uma comunicação mais empática e focada em temas domésticos.
Apesar das dificuldades, há sinais de melhora na economia, com uma redução na percepção de que a situação econômica piorou. No entanto, a inflação e a violência continuam sendo preocupações centrais para os brasileiros. O governo precisa responder a essas demandas para recuperar a confiança da população.
Com um cenário eleitoral incerto para 2026, a decisão de Lula de concorrer novamente pode ser influenciada pela dinâmica política e pela posição de seus opositores, especialmente Jair Bolsonaro. A pesquisa mostra que 75% dos eleitores ainda estão indecisos, o que indica que o jogo político está longe de ser definido.
Entre na conversa da comunidade