- A alienação da Travessa Engenheiro Antônio de Souza Barros Júnior, no Jardim Paulista, foi aprovada em 1ª votação pela Câmara Municipal de São Paulo no dia 24 de outubro.
- A expectativa de arrecadação é de R$ 16,6 milhões para a Prefeitura.
- A área, que possui 647 m², não se conecta a outras vias, segundo a Prefeitura, minimizando impactos no trânsito.
- A construtora Helbor planeja um condomínio de alto padrão no local, que ocupará 5,3 mil m² e terá um Valor Geral de Vendas estimado em R$ 994 milhões.
- O projeto recebeu 34 votos favoráveis e quatro contrários, com críticas sobre a falta de participação da comunidade no processo.
A Travessa Engenheiro Antônio de Souza Barros Júnior, situada no Jardim Paulista, está prestes a ser vendida pela Prefeitura de São Paulo. A alienação foi aprovada em 1ª votação pela Câmara Municipal no dia 24 de outubro, com expectativa de arrecadação de R$ 16,6 milhões. O projeto, enviado pela gestão de Ricardo Nunes (MDB), abrange uma área de 647 m².
Recentemente, a travessa, que fazia parte de uma vila, teve suas casas demolidas e os restaurantes da entrada, como o Duas Terezas, encerraram atividades. A Helbor, interessada na área, planeja construir um condomínio de alto padrão, aproveitando a localização em um “eixo de verticalização”, que permite a construção de prédios altos.
Detalhes da Alienação
A Prefeitura argumenta que a travessa não se conecta a outras vias, minimizando impactos no trânsito. A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento concluiu que a área não tem viabilidade de uso isolado. O projeto de lei foi bem recebido pela Comissão do Patrimônio Imobiliário do Município, que recomendou a venda pelo valor estimado.
A Helbor não se manifestou sobre o projeto, mas a expectativa é que o futuro empreendimento, que ocupará 5,3 mil m², tenha um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 994 milhões. Os apartamentos maiores prometem uma “vista eterna” para a área tombada dos Jardins, onde são permitidos apenas imóveis baixos.
Votação e Opiniões
O projeto foi aprovado com 34 votos favoráveis e quatro contrários. A vereadora Keit Lima (PSOL) criticou a falta de participação da comunidade no processo, enquanto o vereador Nabil Bonduki (PT) sugeriu aprimoramentos para garantir que o preço de venda reflita o valor da região.
A travessa, que foi nomeada em homenagem ao engenheiro Antônio de Souza Barros Júnior na década de 1980, tem cerca de 85 metros de extensão e, atualmente, está com o acesso fechado. A gestão Nunes informou que a Subprefeitura Pinheiros realizará uma vistoria no local. A segunda votação do projeto ocorrerá após o recesso parlamentar.
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