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Agência ambiental dos EUA demite 144 funcionários após carta contra Trump

Afastamento de 144 funcionários da Agência de Proteção Ambiental gera polêmica e investigações sobre liberdade de expressão e integridade científica.

Prédio da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês), em Washington (Foto: Divulgação/EPA)
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  • A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos afastou 144 funcionários em 24 de outubro de 2023.
  • O afastamento ocorreu após os trabalhadores assinarem uma carta que criticava a politização da agência durante o governo de Donald Trump.
  • Os funcionários foram colocados em licença administrativa por duas semanas, mas continuarão a receber salários.
  • A secretária de imprensa da agência, Brigit Hirsch, afirmou que a política da agência é de tolerância zero com ações que minem a agenda do governo.
  • O sindicato dos funcionários classificou a medida como retaliação e uma violação da liberdade de expressão.

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA afastou 144 funcionários nesta terça-feira, 24 de outubro de 2023, após eles assinarem uma carta que denunciava a politização do órgão sob o governo de Donald Trump. Os trabalhadores foram colocados em licença administrativa por duas semanas, mas continuarão a receber seus salários durante esse período. Uma investigação interna foi iniciada para apurar as circunstâncias do caso.

A secretária de imprensa da agência, Brigit Hirsch, afirmou que o governo eleito deve ter suas decisões respeitadas. Em um e-mail enviado ao New York Times, ela declarou que a agência possui uma política de tolerância zero com funcionários que tentam minar a agenda do governo. A medida gerou reações negativas, com defensores dos trabalhadores alegando que a ação é uma violação da Primeira Emenda, que garante a liberdade de expressão.

O sindicato que representa os funcionários, a Federação Americana de Funcionários Públicos, classificou o afastamento como um ato de retaliação. A carta assinada pelos trabalhadores critica as políticas atuais da agência, afirmando que favorecem os poluidores e ignoram o consenso científico, colocando em risco a saúde pública. Os signatários, que incluem mais de 200 funcionários e ex-funcionários, também destacam que a comunicação da agência tem sido utilizada para promover desinformação e retórica partidária.

As tensões entre a agência e seus funcionários refletem um clima de incerteza e descontentamento em relação à integridade científica e à proteção ambiental nos Estados Unidos.

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