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Fazenda defende aumento do IOF como medida regulatória em conciliação no STF

Governo busca diálogo com o Congresso para justificar aumento do IOF antes da conciliação marcada para 15 de julho.

Entrevista exclusiva com Dario Durigan, Secretário-Executivo do Ministério da Fazenda (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo)
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  • O Ministério da Fazenda confirmou que o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) tem caráter regulatório.
  • O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida busca corrigir distorções no sistema financeiro.
  • O governo está aberto ao diálogo com o Congresso antes da conciliação marcada para 15 de julho.
  • Durigan destacou que a isenção em fundos de previdência fechada estava levando a uma migração indesejada de investidores.
  • Ele acredita que o governo pode explicar a necessidade do aumento ao Supremo Tribunal Federal (STF), que avaliará a constitucionalidade da medida.

O Ministério da Fazenda reafirmou que o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) possui um caráter regulatório. O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, destacou que a medida visa corrigir distorções no sistema financeiro e que o governo está disposto a dialogar com o Congresso antes da conciliação agendada para 15 de julho.

Durigan enfatizou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que convocou a conciliação, foi bem recebida. Ele explicou que o fundamento do decreto abrange três vertentes: IOF Câmbio, IOF Seguro e IOF Crédito, todos com foco regulatório. Embora reconheça a importância fiscal da medida, ele afirmou que essa não é a justificativa principal para o decreto.

O secretário mencionou que a isenção em fundos de previdência fechada estava provocando uma migração indesejada de investidores. Além disso, a Fazenda busca equilibrar a tributação entre gastos de brasileiros no exterior com cartões emitidos no Brasil e cartões internacionais. Durigan acredita que o governo tem condições de explicar a necessidade do aumento ao STF, que é o canal adequado para discutir a constitucionalidade da medida.

O secretário também ressaltou que o governo nunca se negou ao diálogo, tendo editado dois decretos após o original para ajustar as mudanças. Ele reiterou a disposição de construir um “caminho futuro” em conjunto com o Congresso, mantendo conversas com líderes como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

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