- A Procuradoria Europeia iniciou uma investigação sobre o uso indevido de 4,3 milhões de euros pelo grupo Identidade e Democracia, que inclui o partido Reagrupamento Nacional, liderado por Marine Le Pen.
- A apuração foca em gastos indevidos entre 2019 e 2024 e envolve pessoas próximas a Le Pen, como seu ex-conselheiro Fréderic Chatillon.
- O atual presidente do Reagrupamento Nacional, Jordan Bardella, classificou a investigação como uma “operação de acoso” e defendeu a inocência do partido.
- Marine Le Pen já foi condenada por malversação de fundos públicos e recorreu ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos para suspender sua inabilitação política.
- A nova investigação pode impactar suas aspirações de concorrer à presidência em 2027.
A Procuradoria Europeia anunciou a abertura de uma nova investigação sobre o uso indevido de 4,3 milhões de euros pelo grupo Identidade e Democracia (ID), que inclui o partido Reagrupamento Nacional (RN), liderado por Marine Le Pen. A investigação surge em meio a um contexto de acusações anteriores de malversação de fundos europeus contra Le Pen, que já resultaram em sua condenação e inabilitação política.
A nova apuração se concentra em gastos indevidos entre 2019 e 2024. Fontes indicam que o círculo próximo de Le Pen, incluindo seu ex-conselheiro Fréderic Chatillon, pode ter sido um dos principais beneficiários dos fundos supostamente desviados. Chatillon, amigo de longa data de Le Pen, já esteve envolvido em escândalos de financiamento do partido.
O atual presidente do RN, Jordan Bardella, classificou a investigação como uma “operação de acoso” contra o partido, defendendo que não há fundamento nas acusações. Bardella também se distanciou da nova investigação, que pode complicar ainda mais o futuro político de Le Pen, já que ela foi condenada em março por malversação de fundos públicos.
Além disso, Le Pen recorreu ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos pedindo a suspensão da inabilitação política, argumentando que isso prejudica seus direitos e os de seus eleitores. A situação se agrava, pois a inabilitação pode inviabilizar suas ambições de concorrer à presidência em 2027. A nova investigação coincide com a dissolução do ID após as eleições europeias de junho do ano passado, quando o RN se uniu a outros partidos para formar um novo grupo parlamentar.
Entre na conversa da comunidade