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PF investiga diálogos que revelam vazamentos no STJ e reações de juízes

Diálogos revelam que o prefeito de Palmas antecipou operações da Polícia Federal e acessou dados sigilosos, enquanto seu advogado permanece preso.

Prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), foi alvo de buscas na fase 9 da Operação Sisamnes. (Foto: @eduardosiqueiracampos via Instagram)
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  • A Polícia Federal investiga um esquema de venda de sentenças e vazamento de dados sigilosos no Tribunal de Justiça do Tocantins.
  • Estão envolvidos o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, e Thiago Marcos Barbosa de Carvalho, sobrinho do governador Wanderlei Barbosa.
  • Diálogos recuperados mostram que Siqueira antecipou detalhes de operações da Polícia Federal e teve acesso a informações confidenciais.
  • O advogado de Thiago está preso desde abril e a defesa pede a revogação da prisão, alegando que ele é primário e possui bons antecedentes.
  • O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou buscas nas residências e gabinetes dos investigados, mas não acatou o pedido de prisão do prefeito.

A Polícia Federal investiga um esquema de venda de sentenças e vazamento de dados sigilosos no Tribunal de Justiça do Tocantins, envolvendo o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, e Thiago Marcos Barbosa de Carvalho, sobrinho do governador Wanderlei Barbosa. Os diálogos recuperados na Operação Sisamnes revelam que Siqueira antecipou detalhes de operações da PF e indicou acesso a informações confidenciais.

Os diálogos, que foram transcritos pela PF, mostram Siqueira Campos discutindo a Operação Maximus, que investiga corrupção no Tribunal de Justiça, e mencionando alvos da investigação. Ele também fez referências à Operação Fames-19, que apura desvios na compra de cestas básicas durante a pandemia, ligando o governador ao esquema. O prefeito nega qualquer envolvimento e afirma não ter fontes privilegiadas no Judiciário.

A defesa de Thiago, preso desde abril, argumenta que ele não deveria estar detido, uma vez que é primário e possui bons antecedentes. A defesa protocolou um pedido de revogação da prisão, alegando que apenas Thiago está sendo responsabilizado, apesar de haver outros envolvidos nas investigações. O ministro Cristiano Zanin, do STF, autorizou buscas nas residências e gabinetes dos investigados, mas não acatou o pedido de prisão do prefeito.

Siqueira Campos, em conversas com Thiago, sugere que ele contrate um advogado para sua defesa e menciona que ambos estão sob investigação. O prefeito também alerta sobre a possibilidade de afastamento de desembargadores envolvidos. A PF continua a apurar o vazamento de informações sigilosas e a origem dos dados que chegaram aos investigados.

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