- Representantes da Alemanha, França, Polônia, Áustria, Dinamarca e República Tcheca se reuniram no cume do Zugspitze, na Alemanha, em 18 de julho de 2025.
- O encontro, organizado pelo governo de Friedrich Merz, discutiu medidas mais rígidas de imigração na Europa.
- Foram propostas deportações expressas de afegãos com antecedentes criminais e a suspensão de vistos para países que não aceitam seus cidadãos de volta.
- Durante a reunião, 81 afegãos com condenações criminais foram deportados para Cabul, incluindo 17 por homicídio e 12 por estupro.
- Entidades de direitos humanos criticaram as deportações, afirmando que o Afeganistão não é um país seguro.
Representantes de Alemanha, França, Polônia, Áustria, Dinamarca e República Tcheca se reuniram nesta sexta-feira (18) no cume do Zugspitze, na Alemanha, para discutir medidas mais rígidas de imigração na Europa. O encontro, organizado pelo governo de Friedrich Merz, teve como foco a proposta de deportações expressas de afegãos com antecedentes criminais e a suspensão de vistos para países que não aceitam seus cidadãos de volta.
Durante a reunião, 81 afegãos com condenações criminais foram deportados para Cabul em um voo do Qatar. Entre eles, 17 tinham condenações por homicídio e 12 por estupro, conforme reportado pelo jornal Bild. O ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, afirmou que “não há residência para quem comete crimes na Alemanha”. A operação de deportação foi intermediada por autoridades do Qatar, com a lista de deportados autorizada pelo Talibã.
A Alemanha possui atualmente 11.172 afegãos com decisões de deportação, mas muitos conseguiram suspender suas expulsões devido à situação política no Afeganistão. A declaração conjunta dos ministros enfatizou que “retornos efetivos são um pré-requisito essencial para a confiança em uma política migratória europeia equilibrada”.
Medidas Propostas
Entre as medidas discutidas, destacam-se a aceleração dos procedimentos de asilo e o combate ao tráfico de pessoas. Os ministros também propuseram a terceirização dos processos de fronteira, semelhante ao que a Itália já tenta na Albânia. Essa abordagem visa alojar solicitantes de asilo enquanto seus pedidos são analisados.
Além disso, foi sugerido que deportações para Síria e Afeganistão voltem a ser possíveis. Dobrindt mencionou a possibilidade de transferir deportados para países vizinhos, como o Paquistão, onde já existem comunidades de afegãos. A reunião também abordou a necessidade de suspender a emissão de vistos para países que não aceitam seus cidadãos de volta, uma medida que visa pressionar na questão da imigração.
Entidades de direitos humanos, como a ProAsyl, criticaram as deportações, ressaltando que o Afeganistão não é um país seguro. A chancelaria alemã já alertou sobre episódios de tortura e execução no país, o que tem influenciado decisões judiciais em favor de solicitantes de asilo.
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