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Justiça indiana absolve 12 homens envolvidos em atentados a trem em Mumbai

Tribunal Superior de Bombaim absolve réus de ataques de 2006, destacando falhas na acusação e evidências. Decisão pode ser contestada.

Sete explosões atingiram trens de passageiros em Mumbai durante o horário de pico da noite em 2016 (Foto: AFP via Getty Images)
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  • O Tribunal Superior de Bombaim absolveu doze homens condenados pelos ataques terroristas de 2006 em Mumbai, que resultaram na morte de 187 pessoas.
  • A decisão foi anunciada em 11 de julho de 2024, após a câmara de juízes considerar que a acusação não provou a culpabilidade dos réus.
  • Os homens haviam sido condenados em 2015, com cinco recebendo pena de morte e sete, prisão perpétua.
  • A defesa questionou a credibilidade das testemunhas e a integridade das evidências apresentadas.
  • O tribunal realizou mais de 75 audiências e analisou um parecer de 667 páginas, destacando falhas nas provas que ligavam os réus aos crimes.

O Tribunal Superior de Bombaim absolveu 12 homens condenados pelos ataques terroristas de 2006 em Mumbai, que resultaram na morte de 187 pessoas. A decisão foi anunciada em 11 de julho de 2024, quando uma câmara de dois juízes considerou que a acusação não conseguiu provar a culpabilidade dos réus.

Os homens haviam sido condenados em 2015, com cinco deles recebendo pena de morte e os outros sete, prisão perpétua. O tribunal destacou que a defesa questionou a credibilidade das testemunhas e a integridade das evidências apresentadas. A acusação pode recorrer da decisão em instâncias superiores.

Os ataques, que ocorreram durante o horário de pico, envolveram sete explosões em trens de passageiros, com bombas colocadas em panelas de pressão. A ação foi atribuída a militantes islâmicos supostamente apoiados pelo Paquistão, o que o país nega. Os acusados foram detidos logo após os atentados e permaneceram presos desde então.

Um dos condenados, Kamal Ansari, morreu de Covid-19 em 2021. O tribunal, ao revisar o caso, realizou mais de 75 audiências e ouviu 92 testemunhas da acusação e mais de 50 da defesa. No extenso parecer de 667 páginas, os juízes enfatizaram as falhas na manutenção das evidências e a falta de provas concretas que ligassem os réus aos crimes.

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