- Santos Cerdán, ex-secretário de Organização do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), continuará em prisão preventiva após a rejeição de seu recurso pela Sala de Apelação.
- A decisão foi tomada em 30 de junho e se baseia em indícios de obstrução da investigação sobre corrupção em obras públicas durante o mandato de José Luis Ábalos.
- Os magistrados apresentaram evidências, como áudios e mensagens, que ligam Cerdán a práticas ilícitas e destacaram seu papel de controle nas atividades criminosas.
- A defesa de Cerdán argumentou que houve uma “presunção de indecência”, mas os juízes consideraram os motivos para a prisão “lógicos e razoáveis”.
- A investigação ainda busca identificar todas as empresas beneficiadas e os mecanismos de pagamento, com Cerdán possuindo informações que podem comprometer o andamento do processo.
Santos Cerdán, ex-secretário de Organização do PSOE, permanecerá em prisão preventiva após a rejeição de seu recurso pela Sala de Apelação. A decisão, datada de 30 de junho, se baseia em indícios de obstrução da investigação sobre um esquema de corrupção em obras públicas durante o mandato de José Luis Ábalos.
Os magistrados, ao analisar o caso, destacaram evidências contundentes, como áudios e mensagens que implicam Cerdán em práticas ilícitas. A Sala argumentou que ele exercia um “papel diretivo e de controle” nas atividades criminosas dos investigados. O juiz Leopoldo Puente havia determinado a prisão preventiva devido ao risco de que Cerdán pudesse prejudicar a investigação.
A defesa de Cerdán alegou que o tribunal aplicou uma “presunção de indecência” em vez da “presunção de inocência”. No entanto, os juízes consideraram que os fundamentos para a prisão são “lógicos e razoáveis”. A análise incluiu mensagens de texto enviadas por Cerdán a Koldo García, assessor de Ábalos, que revelam sua influência nas nomeações e nas obras públicas.
Indícios de Corrupção
Os magistrados também avaliaram a adjudicação de numerosas obras públicas durante a gestão de Ábalos, que beneficiaram a empresa Acciona Construção, mesmo sem a melhor proposta econômica. A Sala concluiu que os critérios de avaliação foram “pervertidos”, favorecendo a empresa em questão.
Além disso, a investigação ainda não conseguiu identificar todas as empresas beneficiadas ou os mecanismos de pagamento utilizados. Os juízes ressaltaram que Cerdán possui conhecimento detalhado sobre as comissões e os pagamentos, o que aumenta o risco de obstrução da investigação caso ele seja liberado.
Os magistrados afirmaram que a possibilidade de Cerdán tentar concertar-se com outros investigados para destruir provas ou modificar documentos é real. Essa situação justifica a manutenção de sua prisão, uma vez que ele detém informações cruciais que podem comprometer o andamento do processo.
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