- O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é celebrado em 25 de julho e foi instituído em 1992.
- Em 2024, o Brasil registrou um recorde de feminicídios, com 1.492 vítimas, sendo 63,6% mulheres negras.
- A maioria das vítimas tinha entre 18 e 44 anos, e em 97% dos casos com autoria identificada, o agressor era do sexo masculino.
- A 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras ocorrerá em 25 de novembro em Brasília, com o lema “Por Reparação e Bem Viver”.
- Apesar da queda de 5,4% nas mortes violentas intencionais, os feminicídios aumentam, evidenciando a necessidade de ações efetivas.
O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, é um marco na luta das mulheres negras, promovendo a interseccionalidade entre raça e gênero. Instituído em 1992, o dia simboliza a resistência e a busca por justiça social, destacando a importância de vozes femininas na política.
Em 2024, o Brasil registrou um recorde de feminicídios, com 1.492 vítimas, sendo 63,6% mulheres negras. Esses dados alarmantes foram divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, revelando que, em média, quatro mulheres foram assassinadas por dia. A maioria das vítimas tinha entre 18 e 44 anos, e em 97% dos casos com autoria identificada, o agressor era do sexo masculino.
Marcha Nacional das Mulheres Negras
A 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras está agendada para 25 de novembro em Brasília, com o lema “Por Reparação e Bem Viver”. Este evento busca dialogar com o Estado e a sociedade civil, propondo uma nova configuração para a vida coletiva, onde o racismo e o patriarcado não sejam mais predominantes.
A luta das mulheres negras é uma extensão do 8 de março, que aborda questões de gênero, mas também enfatiza a necessidade de incluir a perspectiva racial. O 25 de julho não é apenas uma data, mas um chamado à ação contra as iniquidades que afetam as mulheres negras, refletindo uma luta histórica por direitos e reconhecimento.
Contexto Atual
A crescente violência contra mulheres negras é um reflexo de um sistema que perpetua desigualdades. Apesar da queda de 5,4% nas mortes violentas intencionais no Brasil em 2024, os feminicídios aumentam, evidenciando a urgência de ações efetivas para combater essa realidade. A marcha e as mobilizações em várias cidades brasileiras visam denunciar essas iniquidades e exigir mudanças significativas.
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