- O Partido Liberal (PL) intensificou sua estratégia de marketing digital, impulsionando postagens que responsabilizam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
- Desde a semana passada, o PL investiu até R$ 1.500 em cada uma das oito publicações patrocinadas, alcançando entre 700 mil e 800 mil visualizações.
- Historicamente, o PL apostava em engajamento orgânico, mas essa nova abordagem representa uma mudança significativa na comunicação do partido.
- O Partido dos Trabalhadores (PT) também aumentou seus gastos em anúncios, totalizando R$ 470 mil desde junho, focando na defesa contra as tarifas e na desigualdade social.
- Para contornar a proibição de Jair Bolsonaro de usar redes sociais, parlamentares do PL têm utilizado uma réplica de papelão do ex-presidente em eventos.
O PL, partido de Jair Bolsonaro, intensificou sua estratégia de marketing digital ao impulsionar postagens que responsabilizam o presidente Lula pelas tarifas de 50% impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros. Desde a semana passada, o partido investiu até R$ 1.500 em cada uma das oito publicações patrocinadas nas redes sociais, alcançando entre 700 mil e 800 mil visualizações. A informação foi confirmada pela biblioteca de anúncios da Meta, controladora do Facebook e Instagram.
Historicamente, o PL tem se apoiado em engajamento orgânico, mas essa nova abordagem marca uma mudança significativa. Antes da ofensiva iniciada em 16 de julho, o partido havia realizado poucos impulsionamentos, com ações esporádicas entre março e abril. As postagens mais impactantes afirmam que Bolsonaro é perseguido “sem provas”, enquanto Lula permanece no poder “apesar de provas”. Além disso, o PL utiliza imagens com frases como “soberano é o povo” e “defenda o Brasil do PT”.
Investimentos do PT
Em contrapartida, o PT também tem aumentado seus gastos em anúncios, totalizando R$ 470 mil desde junho. O partido se posicionou como o segundo maior anunciante nas plataformas da Meta entre 13 de junho e 12 de julho, atrás apenas do governo federal. Os anúncios do PT focam na defesa contra o tarifaço e na narrativa de desigualdade entre ricos e pobres, com um investimento significativo em imagens geradas por inteligência artificial.
Uma das postagens do PT, que custou entre R$ 90 mil e R$ 100 mil, defende a taxação dos mais ricos e das casas de apostas, prometendo que 25 milhões de brasileiros deixariam de pagar Imposto de Renda. A neta de Lula, Bia Lula, também entrou na disputa, criticando Bolsonaro e Trump por sua falta de diálogo e buscando reforçar a imagem do avô como defensor do Pix.
Estratégias de Comunicação
Diante da proibição de Bolsonaro de usar redes sociais, parlamentares do PL têm utilizado uma réplica de papelão do ex-presidente em eventos, como uma forma de contornar a censura. O líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante, compartilhou um vídeo onde aliados seguram almofadas com a imagem de Bolsonaro, enfatizando a necessidade de manter sua presença nas redes.
Essas movimentações refletem a crescente polarização política no Brasil, com ambos os partidos buscando maximizar sua visibilidade e influência nas redes sociais em um cenário eleitoral cada vez mais competitivo.
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