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Artistas pedem regulamentação urgente do streaming ao governo brasileiro

Cerca de 600 cineastas pedem ao governo a votação do PL 2331/22, destacando a necessidade de uma alíquota mínima de 6% para a Condecine

Homem assiste a televisão que exibe catálogo de streaming (Foto: Pixabay)
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  • Mais de 600 profissionais do cinema assinaram uma carta ao governo Lula pedindo a votação urgente do projeto de lei (PL 2331/22) que regulamenta o streaming no Brasil.
  • O documento solicita a manutenção da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) como relatora do projeto.
  • Os signatários, incluindo diretores e atores renomados, defendem uma alíquota mínima de 6% para a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine).
  • A carta destaca que a falta de regulamentação pode transformar o Brasil em um mero mercado consumidor, prejudicando a indústria audiovisual e a soberania cultural do país.
  • Os cineastas criticam a proposta da associação Strima, que sugere uma redução da alíquota para 3%, e pedem apoio formal do governo para a tramitação do projeto no Congresso Nacional.

Mais de 600 profissionais do cinema assinaram uma carta ao governo Lula, solicitando a votação urgente do projeto de lei (PL 2331/22), que regulamenta o streaming no Brasil. O documento pede a manutenção da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) como relatora, destacando sua importância nas negociações com o setor.

Os signatários, incluindo renomados diretores e atores como Walter Salles, Fernando Meirelles e Wagner Moura, argumentam que a proposta estabelece uma alíquota mínima de 6% para a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine). Eles ressaltam que esse valor é essencial para garantir a sustentabilidade da indústria audiovisual brasileira.

Importância da Regulamentação

A carta enfatiza que, sem a regulamentação, o Brasil corre o risco de se tornar apenas um mercado consumidor, sem uma indústria nacional robusta. Os profissionais afirmam que a regulação é uma questão de soberania cultural, fundamental para que a voz do país seja contada por brasileiros. O texto critica a proposta da associação Strima, que defende a redução da alíquota para 3% e a destinação de recursos da Condecine a produções sem propriedade intelectual majoritariamente brasileira.

Os cineastas alertam que a falta de regulação compromete a competitividade do setor e impede a geração de empregos e renda. A carta é direcionada a várias autoridades, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Os profissionais pedem apoio formal do governo e uma mobilização conjunta para garantir a tramitação do projeto no Congresso Nacional.

Desdobramentos e Reações

O projeto de lei já enfrenta resistência, especialmente da bancada conservadora, mas os artistas insistem na necessidade de um modelo que proteja a identidade cultural do Brasil. Eles citam exemplos de países como França e Itália, que possuem contribuições maiores, entre 10% e 25% do faturamento das plataformas. O manifesto conclui que a regulamentação é vital para a projeção internacional do cinema brasileiro e para a preservação de sua diversidade cultural.

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