- O deputado federal Reimont (PT-RJ) acionou o Conselho Tutelar após a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) levar sua filha bebê ao plenário da Câmara durante uma ocupação.
- O incidente ocorreu em meio a protestos contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Reimont expressou preocupação com a segurança da criança, afirmando que a presença dela em um ambiente instável contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
- Zanatta defendeu sua ação nas redes sociais, alegando que as críticas visam deslegitimar seu trabalho como mulher no Congresso.
- A ocupação do plenário, que já dura dois dias, levou a Polícia Legislativa a considerar a retirada dos ocupantes, com risco de suspensão de mandato.
O deputado federal Reimont (PT-RJ) acionou o Conselho Tutelar após a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) levar sua filha bebê ao plenário da Câmara durante uma ocupação. O episódio ocorreu em meio a tensões políticas, onde a oposição protestava contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Reimont expressou sua preocupação com a segurança da criança, afirmando que a presença dela em um ambiente instável contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em sua publicação, destacou que a conduta de Zanatta “suscita sérias preocupações quanto à segurança da criança, exposta a um ambiente de instabilidade e risco físico”.
Reação nas Redes Sociais
Zanatta defendeu sua ação nas redes sociais, alegando que as críticas visam deslegitimar seu trabalho como mulher no Congresso. Em uma postagem, afirmou que os ataques à sua filha não se preocupam com a integridade da criança, mas sim com a tentativa de inviabilizar sua atuação parlamentar. “Eles querem é INVIABILIZAR o exercício profissional de uma MULHER usando SIM uma criança como escudo”, escreveu.
A ocupação do plenário, que já dura dois dias, intensificou a mobilização dos deputados bolsonaristas. Após uma vigília noturna, os parlamentares também ocuparam o auditório Nereu Ramos. No Senado, um grupo se acorrentou na mesa de trabalho, enquanto o presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou uma sessão presencial para a noite, mesmo com o plenário ocupado.
Consequências da Ocupação
Líderes partidários informaram que a Polícia Legislativa será acionada para retirar os ocupantes do espaço, sob risco de suspensão do mandato por seis meses. A situação evidencia a complexidade das dinâmicas familiares e profissionais enfrentadas por parlamentares, especialmente mulheres, em um cenário de crescente polarização política.
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