- O Tribunal de Apelação de Roma agendou uma audiência para o dia 13 de setembro sobre a extradição da deputada federal Carla Zambelli.
- O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou a informação ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
- Zambelli foi presa na Itália após tentar escapar de um mandado de prisão emitido por Moraes.
- A deputada possui dupla cidadania e deixou o Brasil em maio, após ser condenada a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça.
- O governo brasileiro formalizou o pedido de extradição em 11 de junho, e o processo pode levar tempo devido a trâmites legais e acordos internacionais.
O Tribunal de Apelação de Roma agendou uma audiência para o dia 13 de setembro sobre o pedido de extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A informação foi confirmada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Zambelli foi presa na Itália após tentar escapar de um mandado de prisão emitido por Moraes. A deputada possui dupla cidadania e deixou o Brasil em maio deste ano, após ser condenada a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além da pena, ela terá que pagar R$ 2 milhões por danos coletivos.
As investigações apontam que Zambelli foi a autora intelectual da invasão, que resultou na emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. O hackeamento foi realizado por Walter Delgatti, que confirmou ter agido a mando da parlamentar e também foi condenado.
Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição de Zambelli, formalizando o pedido em 11 de junho. O Itamaraty enviou a solicitação ao governo italiano, que agora analisará o caso. O processo de extradição pode ser demorado, pois envolve trâmites legais e acordos internacionais entre Brasil e Itália. Não há um prazo definido para a decisão final sobre a extradição.
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