- A Ilha de Santa Rosa, no rio Amazonas, é disputada entre Colômbia e Peru.
- O Peru reafirmou sua posse da ilha, enquanto a Colômbia contestou essa afirmação.
- Uma Comissão Mista Permanente será reativada em setembro para discutir a questão.
- A disputa remonta a acordos de fronteira de 1922 e 1929, que não satisfizeram ambos os países.
- O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, expressou preocupação com decisões peruanas que possam afetar Letícia, um importante porto amazônico.
A Ilha de Santa Rosa, situada no rio Amazonas, é foco de uma crescente tensão entre Colômbia e Peru, que disputam sua soberania. Recentemente, o Peru reafirmou sua posse da ilha, enquanto a Colômbia contestou essa afirmação. Para abordar a questão, uma Comissão Mista Permanente será reativada em setembro.
Historicamente, a disputa remonta a acordos de fronteira firmados em 1922 e 1929, que não satisfizeram completamente nenhum dos lados. A ilha, que abriga cerca de 3.000 habitantes, foi reconhecida como território em 1965, mas o surgimento de novas ilhas na região, devido a processos hidromorfológicos, complicou ainda mais a situação. O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia argumenta que a Ilha de Santa Rosa é uma formação recente e, portanto, deve ser discutida em comum acordo.
A presidente peruana, Dina Boluarte, declarou que não existem questões pendentes com a Colômbia e que a soberania sobre a ilha é respaldada por acordos históricos. O governo peruano considera a cidade de Santa Rosa parte da ilha de Chinería. Em resposta, o presidente colombiano, Gustavo Petro, negou a soberania peruana e expressou preocupação com a possibilidade de que decisões peruanas possam impactar Letícia, um importante porto amazônico.
Um estudo da Universidade Nacional revelou que o fluxo do rio Amazonas na fronteira com a Colômbia diminuiu significativamente, o que pode afetar a dinâmica territorial. O cenário atual exige uma ação binacional para resolver a disputa, que, se não for solucionada, pode levar a Colômbia a recorrer à Corte Internacional de Justiça. A situação continua a evoluir, com ambos os países buscando um diálogo que evite um agravamento do conflito.
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