- A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Rubem Abdalla Barroso Júnior e Eloisa da Costa Leite por arrecadar mais de R$ 1 milhão via Pix para apoiar manifestantes em um acampamento golpista em Brasília, após as eleições de 2022.
- As acusações incluem associação criminosa e incitação ao crime, com alegações de que o casal fomentou animosidade contra os poderes constitucionais.
- A denúncia, apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 9 de julho, detalha que Eloisa recebeu R$ 1,06 milhão entre novembro de 2022 e janeiro de 2023, parte do qual foi usado para manter a “Barraca do Abdalla”.
- A movimentação financeira revelou transferências significativas para empresas fornecedoras de alimentos e estrutura ao acampamento, além de saques em dinheiro que sugerem tentativas de burlar órgãos de controle.
- Rubem Abdalla, com histórico criminal, foi preso em 2023, fugiu para o Uruguai e foi recapturado ao tentar retornar ao Brasil. Até o momento, o casal não apresentou defesa no STF e a investigação continua.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Rubem Abdalla Barroso Júnior e Eloisa da Costa Leite por arrecadar mais de R$ 1 milhão via Pix para apoiar manifestantes em um acampamento golpista em Brasília, após as eleições de 2022. As acusações incluem associação criminosa e incitação ao crime, com a PGR alegando que o casal fomentou a animosidade contra os poderes constitucionais.
A denúncia, apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 9 de julho, revela que Eloisa recebeu R$ 1,06 milhão entre novembro de 2022 e janeiro de 2023. Parte desse montante foi utilizado para manter a “Barraca do Abdalla”, que oferecia refeições gratuitas aos manifestantes. A movimentação financeira do casal foi detalhada em um relatório da Polícia Federal (PF), que identificou transferências significativas para empresas que forneciam alimentos e estrutura ao acampamento.
Dinâmica de Arrecadação
A PGR destacou que a arrecadação envolvia uma chave Pix vinculada à conta de Eloisa, que repassava os recursos para Rubem e outros auxiliares. R$ 738 mil foram transferidos para outras contas, e Rubem realizou 17 saques em dinheiro, totalizando R$ 19,3 mil, sugerindo tentativas de burlar órgãos de controle. A investigação também revelou que o casal utilizou os recursos para incitar atos antidemocráticos, especialmente os violentos de 8 de janeiro de 2023.
Além disso, Rubem foi identificado em uma transmissão ao vivo, onde convocava seus seguidores a se mobilizarem para Brasília, pedindo que contribuíssem financeiramente para a viagem. A PF também ouviu depoimentos de fornecedores que relataram a insatisfação com o pagamento pelos serviços prestados ao acampamento.
Situação Atual dos Acusados
Rubem Abdalla, que possui um histórico criminal, foi preso em 2023 e fugiu para o Uruguai após ser solto. Ele foi recapturado ao tentar retornar ao Brasil. Até o momento, Rubem e Eloisa não apresentaram defesa no STF, e a PGR ofereceu a possibilidade de um acordo de não persecução penal, que ainda não foi aceito. A investigação continua, e os acusados permanecem sem advogados registrados no processo.
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