- Donald Trump critica a gestão de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, que ele mesmo indicou em 2017.
- Trump busca demitir Powell, embora não tenha poder legal para isso, já que seu mandato vai até maio de 2026.
- A renúncia da diretora Adriana Kluger abre espaço para Trump indicar um novo membro do Fed alinhado com suas ideias.
- Trump demitiu a chefe do Escritório de Estatísticas do Trabalho, Erika McEntarfer, após dados de emprego decepcionantes.
- A pressão de Trump sobre o Fed gera preocupações sobre a estabilidade institucional e a confiança nas instituições financeiras dos EUA.
Donald Trump, ex-presidente dos EUA, intensifica sua pressão sobre o Federal Reserve (Fed) ao criticar a gestão de Jerome Powell, que ele mesmo indicou em 2017. Trump busca demitir Powell, embora não tenha poder legal para isso, já que seu mandato vai até maio de 2026. A situação se complica com a recente renúncia da diretora Adriana Kluger, que abre espaço para Trump indicar um novo membro do Fed alinhado com suas ideias.
A demissão de Kluger, que fazia parte do Comitê Federal de Mercados Abertos (FOMC), pode permitir que Trump coloque alguém que compartilhe sua visão sobre a política monetária. Essa mudança poderia facilitar uma eventual sucessão de Powell. Além disso, Trump demitiu a chefe do Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS), Erika McEntarfer, após dados de emprego decepcionantes, demonstrando sua insatisfação com a independência das instituições.
A pressão de Trump sobre o Fed levanta preocupações sobre a estabilidade institucional. A Suprema Corte já destacou que o Fed é uma entidade com estrutura singular, que deve operar com critérios técnicos. Mudanças prematuras na presidência do Fed podem gerar incertezas no mercado, afetando a confiança nas instituições americanas.
O déficit público dos EUA está em 6,1% do PIB e pode ultrapassar 7%, enquanto a dívida se aproxima de 100% do PIB. Essas condições exigem cautela na política monetária. Qualquer tentativa de Trump de interferir na gestão do Fed pode resultar em consequências graves, não apenas para a economia americana, mas também para a confiança global nas instituições financeiras dos EUA.
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