- Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) revelou que, entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025, mais de cinco mil anúncios nas redes sociais da Meta incentivaram a criação de deepfakes.
- Os anúncios, publicados por oito perfis, promovem vídeos manipulados com foco em conteúdos íntimos e sátiras políticas.
- A pesquisa indicou que 21,5% dos anúncios incentivavam vídeos de beijos e 10,7% promoviam abraços, com um público-alvo principal de homens heterossexuais.
- Figuras públicas, como o prefeito de Manaus, David Almeida, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, foram alvos de deepfakes, resultando em repercussões legais.
- Apesar das políticas da Meta contra conteúdos discriminatórios, os anúncios de deepfakes continuam a circular, levantando preocupações sobre ética e desinformação nas redes sociais.
Deepfakes em Alta: Estudo Revela Anúncios nas Redes Sociais
Um estudo da FGV Comunicação aponta que, entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025, mais de 5.000 anúncios nas redes sociais da Meta incentivaram a criação de deepfakes, uma prática que gera preocupações sobre ética e desinformação. Esses anúncios, publicados por oito perfis, promovem a produção de vídeos manipulados, focando em conteúdos íntimos e sátiras políticas.
As deepfakes, que combinam a técnica de deep learning com a manipulação de vídeos, tornaram-se acessíveis a qualquer usuário. O levantamento da FGV revelou que 21,5% dos anúncios incentivavam a criação de vídeos de beijos, enquanto 10,7% promoviam abraços. O público-alvo principal parece ser homens heterossexuais, com conotações sexuais implícitas.
Impactos e Casos Notórios
Figuras públicas também são alvos frequentes de deepfakes. O prefeito de Manaus, David Almeida, foi vítima de uma montagem em que ofendia professores, resultando em um inquérito. Na Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni processou por danos após aparecer em um vídeo pornográfico falso. Celebridades como Gal Gadot e Dráuzio Varella também foram manipuladas em conteúdos enganosos.
Apesar das políticas da Meta que proíbem conteúdos discriminatórios e ilegais, os anúncios de deepfakes íntimos continuam a circular. A FGV destaca que, por não se enquadrarem como conteúdo sexual explícito, esses materiais escapam das restrições da plataforma, contribuindo para a normalização dessa prática.
A disseminação de deepfakes levanta questões sérias sobre a desinformação e a ética nas redes sociais, exigindo uma reflexão urgente sobre a regulamentação e o controle desse tipo de conteúdo.
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