- O governo Lula não implementou o Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais, sancionado no ano passado.
- Parlamentares bolsonaristas, como o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, criticam a falta de ações para proteger crianças e adolescentes.
- A senadora Damares Alves também questionou o compromisso do governo com a segurança infantil.
- O projeto de lei 2628, que visa aumentar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, avança no Congresso.
- O Ministério da Justiça informou que os dados de condenados estão na base do Conselho Nacional de Justiça, mas não é responsável pela criação do cadastro.
O governo Lula enfrenta críticas por não implementar o Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais, sancionado no ano passado. Parlamentares bolsonaristas, como o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, questionam a falta de ações efetivas para proteger crianças e adolescentes. Cavalcante destacou que, após sete meses da sanção, o cadastro ainda não foi criado, deixando os menores vulneráveis.
A senadora Damares Alves também criticou a inação do governo, insinuando que a administração não está realmente comprometida com a segurança das crianças. Em resposta, o governo divulgou um vídeo ressaltando operações da Polícia Federal no combate à pornografia infantil e a inclusão da educação digital nas escolas a partir de 2026.
Projetos em Tramitação
Paralelamente, o projeto de lei 2628, que visa aumentar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, avança no Congresso. A proposta, de autoria do senador Alessandro Vieira, já foi aprovada no Senado e está em discussão na Câmara. O relator, Jadyel Alencar, propôs restrições adicionais, como a vinculação de contas de adolescentes a responsáveis.
Lula anunciou que enviará um projeto para regulamentar as redes sociais para menores, o que gerou críticas da oposição. O senador Rogério Marinho acusou o governo de usar a recente denúncia do youtuber Felca como pretexto para restringir as plataformas digitais. O deputado Nikolas Ferreira também se manifestou, afirmando que as intenções do governo não são genuínas em relação à proteção infantil.
Situação Atual
O Ministério da Justiça informou que os dados de condenados estão na base do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas não é responsável pela criação do cadastro. O CNJ não respondeu sobre a implementação da medida. O governo continua a dialogar com o Congresso para aprovar projetos que visam proteger crianças e adolescentes, enquanto a pressão por ações concretas aumenta.
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