- A presidente do Peru, Dina Boluarte, reafirmou a soberania do país sobre a ilha de Santa Rosa durante visita à região.
- A declaração ocorre em meio a tensões com a Colômbia, que também reivindica o território.
- Boluarte afirmou que não cederá “nem um centímetro” da soberania peruana e destacou que a população da ilha é peruana.
- A criação do distrito de Santa Rosa de Loreto pelo Peru intensificou a polêmica, após críticas do presidente colombiano, Gustavo Petro.
- Delegações do Peru e da Colômbia se reunirão em setembro para discutir questões fronteiriças e buscar uma solução pacífica para a disputa.
A presidente do Peru, Dina Boluarte, reafirmou a soberania do país sobre a ilha de Santa Rosa, durante visita à região nesta sexta-feira. A declaração ocorre em meio a uma crescente tensão com a Colômbia, que também reivindica o território. Boluarte enfatizou que não cederá “nem um centímetro” da soberania peruana, destacando que a ilha é parte do Peru e que sua população, de cerca de 3 mil habitantes, é peruana.
A disputa territorial entre os dois países remonta a tratados internacionais de um século atrás, mas a Colômbia argumenta que a ilha surgiu posteriormente e ainda não foi oficialmente atribuída a nenhum dos lados. A presidente criticou ações do presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmando que suas declarações e atitudes são “inaceitáveis” e prejudicam a relação entre as nações.
Recentemente, o Peru oficializou a criação do distrito de Santa Rosa de Loreto, o que intensificou a polêmica. Em julho de 2024, Lima já havia protestado contra a Colômbia após um funcionário colombiano descrever a presença peruana na ilha como “ocupação irregular”. A situação se agravou com a resposta de Petro, que protestou contra a criação do novo distrito.
Reunião Diplomática
Delegações do Peru e da Colômbia se reunirão em 11 e 12 de setembro na capital peruana para discutir questões fronteiriças. A expectativa é que o encontro ajude a mitigar as tensões e busque uma solução pacífica para a disputa sobre a ilha de Santa Rosa, que continua a ser um ponto crítico nas relações bilaterais.
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