- Begoña Gómez, esposa do presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, e sua assessora, Cristina Álvarez, foram imputadas por malversação.
- O juiz Juan Carlos Peinado convocou ambas para depor em setembro, após indícios de desvio de funções públicas.
- A imputação está relacionada à contratação de Álvarez, que deveria atuar apenas em funções de apoio institucional.
- A investigação, que já dura mais de um ano, revelou que Álvarez ajudava Gómez em projetos acadêmicos, levantando suspeitas sobre o uso indevido de recursos públicos.
- O juiz também solicitou registros de chamadas e e-mails entre Álvarez e patrocinadores de projetos ligados a Gómez.
Begoña Gómez, esposa do presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, e sua assessora, Cristina Álvarez, foram imputadas por malversação. O juiz Juan Carlos Peinado, do Juzgado de Instrucción 41 de Madrid, convocou ambas para depor em setembro, após indícios de desvio de funções públicas.
A imputação de Gómez e Álvarez está relacionada à contratação da assessora, que deveria atuar apenas em funções de apoio institucional. O juiz fundamentou sua decisão em um auto da Audiencia Provincial, que já havia indicado a possibilidade de malversação de fundos públicos. O documento menciona que a estrutura da Moncloa permitiu uma “desvio claro” das atribuições de Álvarez.
Gómez já era investigada por supostos delitos de tráfico de influência e apropriação indevida, entre outros. A investigação, que se arrasta há mais de um ano, revelou que Álvarez dedicava parte de seu tempo a ajudar Gómez em projetos acadêmicos, o que levantou suspeitas sobre o uso indevido de recursos públicos.
A Audiencia de Madrid destacou que a esposa do presidente exercia uma influência significativa, o que poderia ter impactado suas atividades privadas. O juiz Peinado também solicitou registros de chamadas e e-mails entre Álvarez e patrocinadores de projetos ligados a Gómez, reforçando a linha de investigação sobre a malversação.
A assessora foi contratada em 2018, quando Félix Bolaños, atual ministro de Presidência, era responsável pela sua contratação. Peinado tentou imputar Bolaños por malversação, mas o Tribunal Supremo rejeitou a solicitação, alegando falta de indícios. A situação continua a ser monitorada, com novos desdobramentos aguardados nas próximas semanas.
Entre na conversa da comunidade