- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, planeja participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro, apesar do cancelamento dos vistos de sua esposa e filha.
- O visto de Padilha está vencido desde 2024, mas ele acredita que pode viajar por um acordo internacional que permite a entrada de autoridades em eventos da ONU.
- A revogação dos vistos ocorreu em 15 de agosto e é uma retaliação dos Estados Unidos ao programa Mais Médicos, que traz médicos cubanos ao Brasil.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticou o programa, alegando que ele explora profissionais cubanos e prejudica a saúde em Cuba.
- Padilha reafirmou seu compromisso com o programa e afirmou que a revogação dos vistos não afetará a defesa da política pública de saúde no Brasil.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, está avaliando a possibilidade de participar da Assembleia Geral da ONU e da conferência da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em setembro, mesmo após o governo dos EUA cancelar os vistos de sua esposa e filha. O visto de Padilha está vencido desde 2024, mas ele acredita que pode viajar devido a um acordo internacional que garante a entrada de autoridades convidadas para eventos da ONU.
A revogação dos vistos, ocorrida no dia 15 de agosto, é uma retaliação do governo americano ao programa Mais Médicos, que traz médicos cubanos ao Brasil. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou o programa como um “golpe diplomático inconcebível”, alegando que ele explora profissionais cubanos e compromete o acesso à saúde em Cuba.
Padilha criticou a medida dos EUA, chamando-a de “covarde”. Ele afirmou que, apesar das sanções, não terá dificuldades para encontrar familiares que vivem nos Estados Unidos. O ministro reafirmou seu compromisso com o programa Mais Médicos, que visa levar assistência médica a regiões remotas e carentes do Brasil.
Além disso, Padilha destacou que a revogação dos vistos não afetará a defesa da política pública. Ele enfatizou a importância da ampliação da assistência em áreas vulneráveis, reforçando que o governo brasileiro continuará firme na implementação do programa. A situação atual intensifica as tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, especialmente em relação à saúde pública e à cooperação internacional.
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