- O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, indicou Fred Queiroga para a superintendência da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) na Paraíba.
- A indicação ocorre apesar da condenação de Queiroga a nove anos e nove meses de prisão por desvio de recursos públicos.
- Queiroga foi tesoureiro da Prefeitura de Boa Ventura (PB) entre 2005 e 2006 e foi condenado por simular despesas e falsificar documentos.
- A decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba foi proferida em 2023, e Queiroga já recorreu da sentença.
- A Codevasf possui um orçamento de aproximadamente R$ 2,1 bilhões para este ano e a vaga foi aberta após o senador Efraim Filho retirar seu aliado da superintendência.
BRASÍLIA – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, indicou Fred Queiroga para a superintendência da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) na Paraíba. Essa indicação ocorre apesar da condenação de Queiroga a nove anos e nove meses de prisão por desvio de recursos públicos, além da proibição de ocupar cargos públicos por cinco anos.
Queiroga, que atuou como tesoureiro da Prefeitura de Boa Ventura (PB) entre 2005 e 2006, foi condenado por simular despesas e falsificar documentos para desviar verbas públicas. A decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba foi proferida em 2023, e Queiroga já recorreu da sentença. A informação foi inicialmente divulgada pela coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, e confirmada pelo Estadão.
Contexto Político
A indicação de Queiroga foi articulada por Nabor Wanderley, prefeito de Patos e pai de Hugo Motta, que é pré-candidato ao Senado Federal. A Codevasf, que possui um orçamento de aproximadamente R$ 2,1 bilhões para este ano, ficou com a vaga aberta após o senador Efraim Filho retirar seu aliado da superintendência. Efraim, que faz parte da oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, também planeja se candidatar ao governo da Paraíba em 2026.
Nem Motta nem Queiroga comentaram sobre a indicação até o momento. A situação levanta questionamentos sobre a escolha de um condenado para um cargo público, especialmente em uma instituição com um orçamento significativo e responsabilidades importantes na região.
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