- A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo Tagliaferro ao Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes graves, incluindo tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
- A denúncia, protocolada nesta sexta-feira, pode resultar em penas de até 22 anos de prisão.
- Tagliaferro já era investigado por atos antidemocráticos e se evadiu para a Itália, onde ameaçou divulgar informações sigilosas.
- Ele é acusado de violar sigilo funcional e compartilhar informações confidenciais com a imprensa para disseminar notícias falsas sobre o sistema eleitoral.
- Em uma live, Tagliaferro fez ameaças ao STF e lançou uma campanha de arrecadação de fundos para expor provas relacionadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, ao Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes graves, incluindo tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A denúncia foi protocolada nesta sexta-feira e pode resultar em penas que somam até 22 anos de prisão.
Tagliaferro já era alvo de investigações por atos antidemocráticos e, segundo a PGR, ele se evadiu para a Itália, onde ameaçou divulgar informações sigilosas. O procurador-geral, Paulo Gonet, afirmou que o ex-assessor atuou para deslegitimar o processo eleitoral brasileiro e obstruir investigações relacionadas a uma organização criminosa.
A denúncia, que possui 17 páginas, detalha que Tagliaferro violou sigilo funcional ao compartilhar informações confidenciais com a imprensa. Ele teria feito isso para atender a interesses ilícitos, incluindo a disseminação de notícias falsas sobre o sistema eleitoral. A PGR também menciona que o ex-assessor entregou à Polícia Federal um celular que não usava frequentemente, possivelmente para dificultar as investigações.
Ameaças e Campanha de Arrecadação
Em uma live com o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, Tagliaferro fez ameaças ao STF e propagou narrativas falsas sobre manipulação política. A PGR destacou que ele afirmou ter deixado o Brasil e que pretendia divulgar novas informações sigilosas. Além disso, o ex-assessor lançou uma campanha de arrecadação de fundos para expor provas relacionadas ao TSE.
A defesa de Tagliaferro se manifestou, afirmando que vê com indignação a perseguição por conta de verdades que estariam sendo reveladas. Agora, cabe ao STF decidir se aceita ou não a denúncia apresentada pela PGR.
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