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CPI do INSS define eixos investigativos e prazo final para março de 2026

CPI do INSS investiga fraudes de R$ 6,3 bilhões e busca responsabilizar envolvidos, incluindo servidores e empresários. Relatório final deve apresentar medidas de prevenção.

Alfredo Gaspar conversa com o presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana. (Foto: Wilton Junior/Estadão)
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  • A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi criada para investigar fraudes que causaram um rombo de R$ 6,3 bilhões.
  • O relator, deputado Alfredo Gaspar, definiu o prazo de 28 de março de 2026 para a conclusão dos trabalhos.
  • O plano de trabalho inclui seis eixos investigativos, focando em métodos de fraude e na apuração do papel de envolvidos, como Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “careca do INSS”.
  • A CPI buscará identificar vítimas, quantificar danos e esclarecer o destino dos R$ 6,3 bilhões desviados, além de analisar falhas institucionais que permitiram as fraudes.
  • Milhões de aposentados foram afetados, com mais de 3,2 milhões de processos de contestação abertos devido a descontos indevidos.

BRASÍLIA – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi oficialmente instaurada para investigar fraudes que resultaram em um rombo estimado em R$ 6,3 bilhões. O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), estabeleceu o prazo de 28 de março de 2026 para a conclusão dos trabalhos.

O plano de trabalho, divulgado nesta terça-feira, 26, delineia seis eixos investigativos que abrangem a apuração de métodos de fraude, como a falsificação de assinaturas e a criação de associações de fachada. Gaspar enfatizou a necessidade de investigar todos os envolvidos, incluindo servidores do INSS, empresários e membros dos Três Poderes. Entre os nomes citados, destaca-se Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “careca do INSS”, que teria movimentado R$ 53 milhões.

Eixos de Investigação

Os eixos investigativos incluem a identificação de vítimas e a quantificação dos danos causados. A CPI buscará esclarecer o destino dos R$ 6,3 bilhões desviados e as razões pelas quais denúncias de fraudes foram ignoradas ao longo dos anos. O relator também pretende analisar propostas legislativas em tramitação que visem fortalecer a proteção dos beneficiários e os mecanismos de controle.

Além disso, a CPI planeja solicitar novas quebras de sigilo bancário e fiscal para rastrear os desvios. O foco será não apenas identificar os fraudadores, mas também entender as falhas institucionais que permitiram a ocorrência das fraudes. O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, mencionou que os “alarmes” internos do INSS foram desativados em 2023 e 2024, dificultando a detecção das irregularidades.

Impacto nas Vítimas

Milhões de aposentados foram afetados, com relatos de descontos indevidos que chegaram a R$ 45 mensais. Até o momento, mais de 3,2 milhões de processos de contestação foram abertos por beneficiários. A CPI também investigará as falhas nos mecanismos de controle do INSS, que não conseguiram detectar a fraude sistêmica, apesar das denúncias desde 2020.

A expectativa é que o relatório final da CPI apresente um conjunto de medidas para prevenir novas fraudes e proteger os aposentados, além de propor melhorias nos processos de auditoria do INSS.

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