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Defesa de Bolsonaro contesta ação da PF para entrada em residência privada

Polícia Federal pede vigilância contínua na casa de Jair Bolsonaro, gerando críticas de aliados e defesa por suposta perseguição política

Foto: Reprodução
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  • A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal a presença de agentes 24 horas na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
  • A defesa de Bolsonaro e seus aliados criticaram a medida, considerando-a desnecessária e uma forma de perseguição política.
  • A Polícia Federal argumenta que a vigilância contínua é necessária para garantir o cumprimento da prisão preventiva e evitar fugas.
  • O advogado Paulo Cunha Bueno afirmou que a solicitação contraria uma decisão anterior do ministro Alexandre de Moraes, que permitia apenas policiamento externo.
  • O pedido foi enviado à Procuradoria-Geral da República para análise.

A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a presença de agentes 24 horas na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A medida foi criticada pela defesa de Bolsonaro e seus aliados, que a consideram desnecessária e uma forma de perseguição política.

A PF argumenta que a vigilância contínua é essencial para garantir o cumprimento da prisão preventiva e evitar tentativas de fuga. Segundo a corporação, o monitoramento por tornozeleira eletrônica pode falhar devido a problemas de sinal e interferências. O advogado Paulo Cunha Bueno, que representa Bolsonaro, afirmou que a solicitação é constrangedora e contraria uma decisão anterior do ministro Alexandre de Moraes, que havia autorizado apenas policiamento externo.

Em resposta ao pedido, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, citou precedentes que permitem a presença de policiais no interior da residência para assegurar a efetividade da prisão domiciliar. O pedido foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para análise.

Aliados de Bolsonaro também manifestaram descontentamento. O deputado federal Nikolas Ferreira criticou o uso de recursos públicos para monitorar um adversário político sem condenação, questionando a prioridade dada a essa vigilância em comparação com a de chefes do tráfico. O senador Flávio Bolsonaro classificou a medida como uma humilhação desnecessária, enquanto o vereador Jair Renan Bolsonaro a chamou de “perseguição política”, ressaltando a idade e os problemas de saúde do ex-presidente.

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