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Lula critica comércio internacional como ferramenta de coerção e chantagem

Lula reafirma apoio à soberania do Panamá sobre o canal e critica a coerção comercial dos EUA, fortalecendo laços bilaterais com novos acordos

Lula recebe o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, em cerimônia no Palácio do Planalto, no dia 28 de agosto (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou a soberania do Panamá sobre o canal do Panamá durante a visita do presidente panamenho, José Raúl Mulino, ao Palácio do Planalto.
  • Lula criticou o uso do comércio internacional como instrumento de coerção, em meio a tensões com os Estados Unidos.
  • Durante o encontro, foi anunciada a venda de quatro aviões Super Tucano da Embraer ao Panamá.
  • Lula e Mulino discutiram a importância do multilateralismo e da integração regional, além de confirmarem a presença do presidente panamenho na COP30, em Belém, em novembro.
  • As relações entre Brasil e Panamá se fortaleceram, especialmente após a adesão do Panamá ao Mercosul, com Lula planejando visitar o país em janeiro de 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta quinta-feira a soberania do Panamá sobre o canal do Panamá durante a visita do presidente panamenho, José Raúl Mulino, ao Palácio do Planalto. Lula criticou o uso do comércio internacional como “instrumento de coerção”, em um contexto de tensões com os Estados Unidos, sem citar diretamente o governo americano.

Durante o encontro, Lula anunciou a venda de quatro aviões Super Tucano da Embraer ao Panamá e reiterou o apoio do Brasil ao tratado que garante a neutralidade do canal, essencial para o comércio global. “O Brasil apoia integralmente a soberania panamenha do canal, conquistada após décadas de luta”, destacou o presidente brasileiro.

Tensão nas Relações EUA-Panamá

A visita de Mulino ocorre em um momento de crescente tensão entre os EUA e o Panamá, especialmente após um acordo que prioriza o uso do canal pelos americanos, isentando-os de taxas por três anos. Esse acordo foi visto como uma capitulação do governo panamenho diante das pressões de Donald Trump, que fez declarações sobre a possibilidade de retomar o controle do canal.

Lula e Mulino também discutiram a importância do multilateralismo e da integração regional, enfatizando a necessidade de colaboração em um cenário crítico para a América Latina. O presidente brasileiro convidou Mulino para participar da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorrerá em Belém em novembro. O presidente panamenho confirmou sua presença, ressaltando a relevância do evento.

Fortalecimento das Relações Bilaterais

A relação entre Brasil e Panamá tem se fortalecido, especialmente após a adesão do Panamá ao Mercosul. Lula planeja visitar o Panamá em janeiro de 2026, sinalizando um compromisso contínuo com a cooperação bilateral. O encontro entre os dois líderes também abordou oportunidades comerciais, destacando a importância do canal do Panamá como um corredor vital que conecta os oceanos Pacífico e Atlântico.

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