- A Advocacia-Geral da União (AGU) buscará ressarcimento de até US$ 3,5 milhões do ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro.
- O valor refere-se à contratação do escritório de advocacia Arnold & Porter Kaye Scholer LLP, que atuou para reverter sanções impostas ao Brasil durante o governo Donald Trump.
- A AGU tomará medidas para recuperar os valores gastos, visando responsabilizar quem causou danos ao Estado brasileiro.
- As investigações da Polícia Federal (PF) indiciaram Jair e Eduardo Bolsonaro por coação de processos e tentativas de abolição do Estado Democrático de Direito.
- Eduardo Bolsonaro criticou a AGU nas redes sociais, questionando a falta de ação em relação a recursos desviados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou que buscará o ressarcimento de até US$ 3,5 milhões (cerca de R$ 18,9 milhões) do ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro. O valor refere-se à contratação do escritório de advocacia Arnold & Porter Kaye Scholer LLP, que atuou na tentativa de reverter sanções impostas ao Brasil durante o governo de Donald Trump.
A AGU informou que tomará as medidas necessárias para recuperar os valores gastos com os serviços jurídicos, visando responsabilizar aqueles que causaram danos ao Estado brasileiro. A busca pelo ressarcimento poderá se estender pelos próximos quatro anos. A nota da AGU destaca que o ressarcimento será solicitado a qualquer pessoa que tenha contribuído para os prejuízos.
Investigações em Andamento
A decisão da AGU ocorre em meio a investigações da Polícia Federal (PF), que indiciou Jair e Eduardo Bolsonaro por suspeitas de coação de processos e tentativas de abolição do Estado Democrático de Direito. Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) investiga ações que teriam como objetivo pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF), utilizando o governo Trump como intermediário.
A PF alega que Eduardo Bolsonaro teria realizado lobby para a imposição de sanções ao STF, incluindo bloqueios de ativos e restrições financeiras a autoridades brasileiras, como o ministro Alexandre de Moraes. O contrato com o escritório americano foi firmado para proteger os interesses do Brasil e de seus agentes públicos, que se tornaram alvos das sanções.
Reação dos Bolsonaro
Em resposta à intenção de cobrança, Eduardo Bolsonaro questionou a AGU nas redes sociais, criticando a falta de ação em relação a recursos desviados do INSS. Ele insinuou que a AGU não demonstraria o mesmo empenho para recuperar bilhões que teriam sido roubados dos aposentados, insinuando envolvimento de familiares do atual governo.
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