- O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deputado Alfredo Gaspar, anunciou a votação de um requerimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a prisão preventiva de suspeitos de fraudes no órgão.
- Entre os citados estão André Fidelis, ex-diretor de Benefícios, e Antônio Carlos Camilo, conhecido como “Careca do INSS”.
- A solicitação é motivada pelo risco de fuga dos investigados, que incluem um total de 21 pessoas, como ex-presidentes do INSS.
- Careca é apontado como operador central do esquema, movimentando R$ 53 milhões, parte dos quais foi usada para presentear dirigentes do INSS.
- O advogado Eli Cohen, que denunciou as fraudes, relatou ter recebido ameaças de morte e a CPI votará um requerimento para garantir sua segurança.
O relator da CPI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), anunciou a votação de um requerimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a prisão preventiva de suspeitos envolvidos em fraudes no órgão. Entre os citados estão André Fidelis, ex-diretor de Benefícios, e Antônio Carlos Camilo, conhecido como “Careca do INSS”. A medida é justificada pelo risco de fuga dos investigados.
Careca é apontado como operador central do esquema, responsável por movimentar R$ 53 milhões provenientes de entidades sindicais e empresas. Relatórios da Polícia Federal indicam que parte desse montante foi utilizada para presentear dirigentes do INSS, incluindo um veículo Porsche avaliado em R$ 500 mil. Além de Fidelis e Careca, a lista de pedidos de prisão inclui o ex-procurador do INSS Virgílio Antônio Filho e o empresário Maurício Camisotti, entre outros.
Contexto das Investigações
As investigações revelaram que André Fidelis e seu filho, Eric Fidelis, também estão sob suspeita de receber valores ilícitos. O requerimento de prisão abrange um total de 21 pessoas, incluindo ex-presidentes do INSS. O presidente da CPI, Carlos Viana (Podemos-MG), destacou a urgência da ação devido ao potencial de fuga dos acusados.
Durante a sessão, o advogado Eli Cohen, que fez as primeiras denúncias sobre as fraudes, relatou ter recebido ameaças de morte. A CPI também votará um requerimento para garantir sua segurança. As investigações, que já somam mais de 3 mil páginas, continuam a se aprofundar, com a expectativa de novos desdobramentos nas próximas semanas.
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