- O documentário “Carta de Linhares: a tortura revelada” será exibido no dia 15 de setembro, às 16h, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
- A exibição faz parte da 5ª Mostra do Filme Marginal e incluirá um debate sobre a tortura durante a ditadura militar no Brasil.
- O filme revisita um manuscrito de 1968, elaborado por militantes do Comando de Libertação Nacional (Colina), que detalha métodos de tortura e identifica torturadores.
- O documento ganhou notoriedade internacional após a invasão de um “aparelho” do Colina em Belo Horizonte, em 29 de janeiro de 1969, onde prisioneiros foram torturados.
- O debate contará com a presença de integrantes do Grupo Tortura Nunca Mais – RJ e a entrada é gratuita.
O documentário “Carta de Linhares: a tortura revelada”, dirigido por Marcelo Passos, será exibido no dia 15 de setembro, às 16h, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. A exibição faz parte da 5ª Mostra do Filme Marginal e contará com um debate sobre a tortura durante a ditadura militar no Brasil.
O filme revisita um manuscrito de 1968, elaborado por militantes do Colina (Comando de Libertação Nacional) na Penitenciária de Linhares, em Juiz de Fora (MG). O documento, com 28 páginas, detalha métodos brutais de tortura, como pau de arara e choques elétricos, além de identificar torturadores. Apesar das negações do regime militar, a Carta de Linhares ganhou notoriedade internacional, revelando a prática sistemática de tortura.
O episódio que originou a carta ocorreu em 29 de janeiro de 1969, quando a polícia invadiu um “aparelho” do Colina em Belo Horizonte. Na ação, dois policiais foram mortos, um militante ficou ferido e outros sete foram presos. Esses prisioneiros foram submetidos a torturas em delegacias e quartéis de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, sendo posteriormente transferidos para a penitenciária, onde registraram os abusos.
O debate após a exibição contará com a presença de integrantes do Grupo Tortura Nunca Mais – RJ, que discutirá a importância da memória e da verdade sobre os crimes da ditadura. A entrada para o evento é gratuita, proporcionando uma oportunidade para reflexão sobre um período sombrio da história brasileira.
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