- O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, foi afastado pela Polícia Federal em quatro de setembro de 2025.
- O afastamento foi autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça e faz parte da operação Fames-19, que investiga desvios de recursos destinados a cestas básicas durante a pandemia de Covid-19.
- Conversas interceptadas revelaram que o núcleo próximo ao governador debochava do esquema de desvio de emendas parlamentares e mencionava pagamentos de propina.
- Entre os suspeitos estão Paulo César Lustosa Limeira, ex-marido da atual esposa de Barbosa, e Wilton Rosa Pires, seu irmão, ambos envolvidos em negociações de propina.
- A investigação também apontou um pagamento de R$ 550 mil de suposta propina ao governador, relacionado a um contrato de fornecimento de frangos congelados que não foi cumprido.
O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, foi afastado do cargo pela Polícia Federal nesta quarta-feira (4), em uma operação que investiga desvios de recursos destinados a cestas básicas durante a pandemia de Covid-19. O afastamento foi autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ocorre na segunda fase da operação Fames-19.
As investigações revelaram que o núcleo próximo ao governador tratava o esquema de desvio de emendas parlamentares com deboche. Conversas interceptadas mostram que os envolvidos faziam referências a pagamentos de propina e elaboravam estratégias para encobrir as fraudes. Barbosa já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão em agosto de 2024, mas nega qualquer participação nos crimes.
De acordo com a Polícia Federal, o governo foi transformado em um “verdadeiro balcão de negócios”. Entre os suspeitos, Paulo César Lustosa Limeira, ex-marido da atual esposa de Barbosa, é apontado como intermediário de negociações de propina. Wilton Rosa Pires, seu irmão, é identificado como operador do esquema. Ambos não se manifestaram sobre as acusações.
A investigação também revelou que Marcus Vinícius Santana, filho de um assessor especial do governador, atuava como operador financeiro. Ele é suspeito de realizar transferências bancárias e saques em espécie, que eram entregues a Barbosa e outros membros do grupo. A PF obteve fotos de pessoas ligadas ao governador com maços de dinheiro, evidenciando a gravidade das irregularidades.
Além disso, a Polícia Federal identificou um pagamento de R$ 550 mil de suposta propina ao governador, relacionado a um contrato de fornecimento de frangos congelados. O contrato, que previa a entrega de 50 mil frangos, não foi cumprido, e a empresa envolvida não tinha condições de honrar o acordo. A investigação continua, e novos desdobramentos são esperados.
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