- A Advocacia do Senado Federal protocolou um pedido de prisão preventiva contra o ex-ministro Ciro Gomes por ofensas à ex-senadora Janaína Farias.
- O pedido foi feito em setembro de 2025 e está relacionado a uma ação penal eleitoral por violência política de gênero.
- Em maio de 2024, Ciro foi condenado a pagar R$ 52 mil por danos morais a Janaína devido a declarações ofensivas.
- A Advocacia do Senado argumenta que Ciro reincidiu nas ofensas, colocando em risco a integridade de Janaína.
- A defesa de Ciro contesta as acusações, afirmando que suas declarações foram críticas à atuação de Camilo Santana, e não direcionadas a Janaína.
A Advocacia do Senado Federal protocolou um pedido de prisão preventiva contra o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) por ofensas à ex-senadora Janaína Farias (PT). O pedido, feito em setembro de 2025, está vinculado a uma ação penal eleitoral por violência política de gênero. A medida visa proteger a atual prefeita de Crateús (CE), alvo de declarações reiteradas de Ciro.
Em maio de 2024, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal já havia condenado Ciro a pagar R$ 52 mil por danos morais a Janaína, devido a declarações ofensivas feitas em entrevistas. As ofensas começaram após a petista assumir o cargo de senadora, onde ocupou a vaga de Camilo Santana, atual ministro da Educação.
Reincidência e Medidas Cautelares
No pedido de prisão, a Advocacia do Senado argumenta que Ciro continua a proferir ofensas, evidenciadas por postagens recentes em redes sociais. A defesa solicita medidas cautelares, como a proibição de contato com Janaína e a vedação de novas ofensas públicas. O documento destaca que a reincidência das agressões e a influência política de Ciro configuram risco à ordem pública.
A Justiça Eleitoral do Ceará já pediu à Superintendência da Polícia Federal a abertura de investigação sobre possíveis crimes de perseguição. A Advocacia do Senado enfatiza que a condenação de Ciro é crucial para a proteção da honra e liberdade política das mulheres.
Defesa de Ciro Gomes
A defesa de Ciro, representada pelo advogado Walber Agra, contesta as acusações, alegando que suas declarações foram críticas à atuação de Camilo Santana e que Janaína era uma “personagem secundária” no contexto. Agra argumenta que não há fundamentos para a prisão preventiva, considerando as falas como um exercício legítimo da liberdade de expressão.
O juiz responsável pelo caso ainda não se manifestou sobre o pedido de prisão. A situação continua a ser monitorada pelas autoridades competentes, enquanto a Advocacia do Senado aguarda uma resposta da Justiça sobre as medidas solicitadas.
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