- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, rejeitou a presença de tropas estrangeiras na Ucrânia e descartou negociações com o presidente da Ucrânia, Volodímir Zelenski.
- Durante o Fórum Econômico de Vladivostok, Putin afirmou que qualquer contingente militar na Ucrânia seria um alvo legítimo.
- Ele criticou a ideia de uma missão de paz e qualificou as negociações com Kiev como um “processo interminável”.
- Putin destacou a necessidade de garantias de segurança para ambos os países e exigiu a retirada das tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) até a fronteira alemã.
- O presidente russo também mencionou a crise econômica na Rússia, reconhecendo desafios, mas minimizando os riscos de colapso industrial.
Vladimir Putin reafirmou sua oposição à presença de tropas estrangeiras na Ucrânia e descartou a possibilidade de negociações com o presidente Volodímir Zelenski. Durante o Fórum Econômico de Vladivostok, o líder russo afirmou que qualquer contingente militar na Ucrânia seria considerado um alvo legítimo. Ele também criticou a ideia de uma missão de paz, ressaltando que a guerra ainda não terminou.
Putin qualificou as negociações com Kiev como um “processo interminável” e expressou ceticismo sobre a possibilidade de um acordo, citando dificuldades legais e técnicas. Ele pediu que Zelenski levantasse a lei marcial para permitir um referendo, mas deixou claro que não se reunirá com o ucraniano a menos que seja para formalizar o fim do conflito.
Garantias de Segurança
O presidente russo enfatizou que as garantias de segurança devem ser oferecidas tanto à Rússia quanto à Ucrânia. Ele argumentou que não é possível resolver os problemas de segurança da Ucrânia sem considerar a segurança russa. Além disso, Putin exigiu a retirada das tropas da OTAN até a fronteira alemã, como parte de uma reformulação do equilíbrio de poder na Europa Oriental.
Putin também fez uma distinção entre a União Europeia e a OTAN, afirmando que não se opõe à integração da Ucrânia na UE. No entanto, ele lembrou que a Rússia já havia boicotado a adesão da Ucrânia a acordos com a UE em 2013, o que culminou na anexação da Crimeia após a queda do governo ucraniano.
Crise Econômica
A situação econômica da Rússia também foi abordada por Putin, que reconheceu os desafios enfrentados pelo país. O diretor da Severstal, Alexander Shevelev, alertou para um possível colapso industrial, enquanto o presidente do Sberbank, German Gref, indicou que a Rússia pode estar em estagnação técnica. Apesar das advertências, Putin minimizou os riscos, atribuindo a desaceleração a altas taxas de juros e prometendo um “aterrissagem suave” da economia.
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