- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou as sanções comerciais dos Estados Unidos em reunião do Brics, realizada em oito de setembro de dois mil e vinte e cinco.
- Lula afirmou que os países do bloco são vítimas de práticas comerciais “injustificadas e ilegais”.
- Ele destacou que a “chantagem tarifária” é um instrumento comum para interferir em assuntos internos e conquistar mercados.
- A reunião abordou temas como a situação na Faixa de Gaza, a guerra entre Rússia e Ucrânia e a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC).
- O encontro ocorre em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com Lula afirmando que o Brasil não cederá à pressão dos EUA.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as sanções comerciais dos Estados Unidos durante uma reunião virtual do Brics, realizada nesta segunda-feira. Ele afirmou que os países do bloco, que agora conta com 11 membros, são vítimas de práticas comerciais “injustificadas e ilegais”. Lula destacou que a “chantagem tarifária” se tornou um instrumento comum para interferir em questões internas e conquistar mercados.
A reunião foi convocada pelo Brasil, que assume a presidência do Brics em 2025, e ocorre em um contexto de crescente deterioração das relações internacionais. Entre os temas discutidos estão as sanções dos EUA, a situação na Faixa de Gaza, a guerra entre Rússia e Ucrânia, e a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC). O presidente também mencionou a importância do multilateralismo em tempos de crise.
Além disso, a reunião acontece em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que adiciona uma camada de complexidade à situação. Lula enfatizou que o governo brasileiro não cederá à pressão da Casa Branca, que condicionou a negociação sobre tarifas à suspensão do processo contra Bolsonaro. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, já manifestou sua oposição ao Brics, considerando o bloco como um adversário.
O Brics, que inclui agora Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia, busca fortalecer laços comerciais entre seus membros, especialmente em um cenário onde as sanções e tarifas dos EUA se tornam cada vez mais comuns. A reunião reflete a preocupação dos países em manter a autonomia e a liberdade de comércio em um ambiente global desafiador.
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